Tratar o estresse, superar perdas importantes, comemorar realizações pessoais ou mesmo esquecer um fora do parceiro. Para tudo isso, a receita da jornalista americana Karen Schaler, ganhadora de três prêmios Emmy, é uma só: viajar. No livro Travel Therapy (algo como “A Terapia de Viajar”), Karen fala que tirar férias é a melhor maneira para repensar seus problemas e transformar a realidade. Mas há destinos e destinos. Para cada caso existe uma solução especial: se você sofreu alguma perda, não pense em viajar para locais em que fique muito tempo sozinho. Ou, se foi abandonada pelo namorado, não retorne a locais que visitou com o ex e nem pense em ir para um destino romântico (confira ao final do texto cinco testes indicando qual é o melhor local para visitar, dependendo do seu estado de espírito).

Karen sabe do que está falando. Em fevereiro de 2007, ela tinha acabado de terminar um relacionamento, enfrentava problemas de saúde e esgotamento profissional. Foi escalada para cobrir a guerra contra o Afeganistão, na fronteira com o Paquistão. “Não percebi que estava usando a viagem como terapia”, diz a ÉPOCA. Ela voltou completamente diferente da guerra, sentindo-se “poderosa, realizada e pronta para mudanças”. De volta ao lar, deixou de trabalhar como repórter de televisão em período integral (o que fazia havia 15 anos) e compreendeu que sempre usara suas viagens para superar momentos difíceis ou comemorar feitos especiais. Foi quando resolveu passar um ano viajando e entrevistando pessoas, atrás de histórias de “cura” como as suas. Tais experiências foram compartilhadas pela autora no site www.traveltherapytrips.com – e, mais tarde, transformadas em livro.

Travel Therapy traz depoimentos dessas personagens reais, que também conseguiram superar momentos difíceis por meio de viagens. É o caso de uma mulher que se submeteu a um mergulho com tubarões para esquecer o recente divórcio. A experiência deu a ela a confiança que precisava para levar a sua vida adiante. Ou de uma garota que, submetida a uma segunda cirurgia no cérebro, conseguiu se recuperar rapidamente durante as férias. Também há comentários de psicólogos e psiquiatras sobre o bem que a viagem certa pode fazer à mente, ao corpo e à alma.

Karen viajou para mais de 30 países, mas ainda não conhece o Brasil – daí o motivo de não ter destinos nacionais no livro. “Tenho orgulho de dizer que visitei cerca de 95% dos destinos descritos no livro, ou tive algum conhecido muito próximo que o fez, da África à Indonésia e da Europa ao México”, diz. “Em vez de gastar tempo e dinheiro com a viagem errada, o livro ajuda a escolher os destinos apropriados levando em consideração seus gostos e condições psicológicas”, afirma. Investir na viagem errada é perder dinheiro – o que pode acarretar outros problemas.

Se você está passando por algum período difícil, faça os testes abaixo de acordo com sua situação e arrume as malas: Karen sugere três destinos internacionais e ÉPOCA indica um nacional, seguindo a mesma linha da autora, para você superar o problema.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/

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