Muitos pais se angustiam no longo caminho para garantir a felicidade de seus filhos, mas, segundo uma nova pesquisa, essas preocupações ocorrem demasiado tarde. Na edição de maio da revista científica Bioscience Hypotheses, o Dr. Alberto Halabe Bucay, do Centro de Pesquisa Científicas do México, e Dr. Alexander Weiss, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, sugerem que a “capacidade para a felicidade” é, em grande parte, herdada dos pais. As informações são do site Live Science.

De acordo com Bucay, “sabe-se que as crianças são afetadas pelo comportamento dos pais e os genes herdados ajudam a moldar seus caráteres”. O especialista sugere que processos químicos cerebrais podem alterar a forma como os genes específicos atuam nas células que se fundem para gerar os descendentes. Essas substâncias, conforme Bucay, são capazes de afetar os testículos e espermatozóides, influenciando o modo como a criança desenvolve seu gênio.

Apesar dos questionamentos feitos por Bucay e Weiss não passarem ainda de hipóteses – que ainda não foram testadas a fundo por outros especialistas na área -, investigações realizadas no ano passado concluíram que a felicidade é, em parte, determinada por traços de personalidade herdados em maior proporção dos pais. Psicólogos identificaram genes comuns com sinais de temperamento que predispõem as pessoas para os momentos mais felizes da vida.

“Embora a felicidade esteja sujeita à variadas influências externas, observamos que um componente hereditário dela pode ser explicado pela arquitetura genética da personalidade”, explicou Weiss. Portanto, os pais naturalmente não poderão “doar” momentos felizes aos filhos que já são geneticamente perturbados.

As chaves para a alegria eterna são múltiplas e as experiências de vida parecem desempenhar um papel importante, conforme alguns estudos têm mostrado. De qualquer forma, os jovens continuarão enfrentando os habituais desafios da adolescência e da maioridade, onde devem tentar buscar a felicidade de alguma forma.

Fonte: Portal Terra

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