Quem disse que educação é coisa que interessa só aos pais e professores? Quem falou que educação era problema difícil de resolver e que somente alguns poucos saberiam como fazer uma educação de qualidade?

Os empresários e profissionais liberais que formam o Centro Industrial do Ceará (CIC) perceberam que a educação é assunto para ser debatido não só na escola e trouxeram esse tema para os espaços empresariais, especialmente, em relação aos reflexos que a má qualidade do ensino provoca no desenvolvimento do Ceará.

Debates e troca de ideias mostraram que os indicadores empregados na avaliação da qualidade na educação não poderiam ser nem os que estavam sendo veiculados pelo governo, tampouco os que eram levantados pela oposição. Essa armadilha na análise dos indicadores se consolida com o tempo e dificulta muito a compreensão dos fatores críticos relacionados ao tema. Também ficou evidente que existem vieses específicos de comunicação que têm complicado o entendimento da população no que se refere ao papel social que a educação exerce no desenvolvimento do Estado.

Diante dessas constatações, veio a proposta de nos unirmos a um movimento de mobilização que tem sido articulado em rede em diversas cidades do Brasil. É um processo de articulação social e suprapartidário que contribui para o surgimento de atitudes maduras e responsáveis de cidadania e que deseja ser um canal de motivação para a promoção do cidadão nas decisões sobre assuntos que lhes dizem respeito. A educação, em decorrência de sua importância básica e fundamental, veio como primeiro desafio.

A partir de oficinas internas e discussões, criamos o projeto do Observatório Social de Fortaleza, que será lançado no dia 25 de maio, com palestra do especialista em educação Cláudio de Moura Castro, “Um novo olhar para a Educação no Brasil”, fundamentada em parâmetros e metas de qualidade.

Ruth Mattos Cunha – Diretora do CIC e professora universitária

Fonte: O Povo

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