RIO – O preconceito diminuiu bastante, o acesso a materiais de ponta ficou mais fácil e já há quem acredite que, num futuro não muito distante, o diferente será aquele que não tiver tatuagem. Nas contas do Sindicato das Empresas de Tatuagem e Body Piercing do Brasil (Setap-BR), esse mercado cresce 20% ao ano. Mas, se por um lado mais gente se tatuando significa mais trabalho, por outro o esforço hoje é maior para se inserir com qualidade nesse meio.

Isso porque os profissionais mais experientes não viram com bons olhos esse crescimento, que ocorreu de forma desordenada. E, nessa área, não há outra forma de aprender o ofício, a não ser praticando intensamente e sob a orientação de alguém com muita bagagem, sustentam eles. É o que informa a reportagem de Rodrigo March, publicada na edição do GLOBO deste domingo.

Conheça o significado das tatuagens

No Brasil, ainda não há uma lei regulamentando a atividade: nesse sentido, um projeto tramita na Câmara desde 2007. Por ora, os únicos requisitos para atuar no setor são dominar a arte do desenho e saber ouvir muito bem o cliente. Por causa dos “aventureiros”, ninguém gosta de falar sobre quanto ganha. Mas o preço de uma tatuagem na Zona Sul do Rio começa, no mínimo, em R$ 100.

Falta de fiscalização prejudica profissão

Trabalhar com tatuagem é algo delicado, pois envolve cuidados de saúde, tanto que os estúdios devem ser fiscalizados pela Vigilância Sanitária. Ou melhor, deveriam. De acordo com o Sindicato dos Tatuadores (Setap-BR), por causa da negligência da fiscalização, menos de 5% dos estúdios são legalizados, o que dificulta a organização da categoria, já que o sindicato exige que o tatuador tenha o alvará sanitário para associá-lo.

Fonte: O Globo