O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira o lançamento de um novo míssil, capaz de atingir Israel e as bases americanas no golfo Pérsico. Segundo a agência de notícias IRNA, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, confirmou o lançamento de um míssil Sejil 2, de tecnologia avançada com alcance de até 2.000 quilômetros, durante uma visita na Província de Semnan, no norte do país.

“Hoje, a República Islâmica conseguiu um novo marco no que diz respeito à fabricação de foguetes. É um novo e grande êxito da Organização Aeroespacial Nacional”, afirmou o governante durante um comício na cidade de Semman.

“Este combustível o torna mais potente. Primeiro é lançado, e antes de atravessar a atmosfera perde uma de suas partes, enquanto a outra alcança o ponto aonde tem de chegar”, afirmou Ahmadinejad.

O Irã colocou em órbita seu primeiro satélite de comunicações de fabricação integralmente nacional em fevereiro, fato que disparou o alarme sobre os avanços obtidos em seu programa de mísseis balísticos.

A República Islâmica nunca negou que fabrica mísseis de longo alcance, e até mesmo confirmou que tem em seus arsenais alguns como o Sejil 2.

No entanto, a comunidade internacional, com os Estados Unidos, Israel e as principais potências europeias na liderança, temem que o regime de Teerã esconda, sob seu programa nuclear civil, um suposto projeto militar destinado a dotar estes mísseis com ogivas nucleares.

O Irã sofre um estrito embargo de armas internacional há três décadas, mas as sanções não impediram que desde 1992 tenha iniciado um bem-sucedido programa nacional de armas. Atualmente, diante de grande pressão internacional, o presidente americano, Barack Obama, tenta deter o avanço do programa nuclear por meios pacíficos.

Durante encontro nesta semana com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, o democrata prometeu que “daria um tempo” para avaliar as relações com Teerã até o final deste ano. Anteriormente, o presidente israelense pressionou os EUA para ajudar a “deter” o Irã com o argumento de que o país representa uma “ameaça global”.

Fonte: Folha Online