Por Matheus  Magenta – da Agência Folha

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, defende mudanças na legislação brasileira para que seja possível coletar material genético de criminosos e formar um banco de dados nacional para combater a criminalidade.

“Nós queremos o controle. Digam de que forma será, que a tecnologia nós temos. Esperamos agora que o Legislativo diga que limite devemos utilizar.”

A afirmação foi feita nesta segunda-feira durante conferência da Academia de Polícia do FBI (a polícia federal dos EUA) sobre crimes transnacionais, realizada neste ano na praia do Forte (BA), no litoral norte do Estado.

Atualmente, a coleta de material genético só é feita de modo voluntário. No evento, o FBI assinou um acordo cedendo ao Brasil o software Codis (Combined DNA Index System), de gerenciamento de um banco de dados de perfis genéticos com amostras de DNA de criminosos, suspeitos e vítimas, utilizado por mais de 30 países.

Para ele, a estrutura do sistema –com 17 laboratórios especializados– está praticamente pronta, mas o funcionamento do Codis depende ainda de legislação adequada.

Segundo o diretor-executivo do FBI, Louis Grever, o sistema não deve ser utilizado apenas para identificar suspeitos de crimes, mas também para evitar a condenação de inocentes.

Segundo informações do FBI, mais de 88 mil investigações foram realizadas nos últimos dez anos nos EUA a partir do banco de material genético.

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