BRASÍLIA, 18 de maio de 2009 – A Caixa Econômica Federal registrou 1.089 contratações efetivas de empréstimos habitacionais integrantes do programa Minha Casa, Minha Vida ao segmento de Pessoas Físicas (PF) até o início da última semana. Essas operações representam um volume financiado de R$ 48,2 milhões, com subsídio equivalente a R$ 8,2 milhões. A Caixa informa também que mantém 270 projetos sob análise que serão capazes de oferecer 46,8 mil novas moradias. A construção destas residências deverá representar R$ 3,2 bilhões em financiamento. Esses números integram um balanço parcial, com resultados acumulados até o dia dez de maio.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, é mais otimista e afirma que já há projetos sendo avaliados pela Caixa prontos para viabilizar a construção de 55 mil novas e que em quatro meses a oferta do Minha Casa, Minha Vida irá alcançar a marca de pelo menos 300 mil unidades.

A Caixa informou também que foram realizados 159 mil atendimentos telefônicos de pessoas interessadas em obter financiamento por meio do Minha Casa, Minha Vida desde o lançamento do programa. Neste período, a instituição financeira cadastrou 198 mil potenciais clientes, incluindo atendimento nas agências. Um levantamento regional da demanda mostrou que a procura pelo cadastramento foi maior em São Paulo (26,85%), Distrito Federal (24,89%), Sergipe (11,34%), Minas Gerais (5,82%) e Rio de Janeiro (5,80%).

A operacionalização do Minha Casa, Minha Vida depende da assinatura de termo de adesão ao programa entre estados e municípios e a Caixa. No atendimento à faixa de público de zero a três salários mínimos, essa parceria é imprescindível, pois serão as prefeituras que vão conduzir a seleção dos beneficiados. De acordo com o balanço da Caixa, até o início da última semana, somente 16 estados formalizaram a adesão ao programa. Nas capitais, houve 12 formalizações. No conjunto de municípios, 340 assinaram a parceria.

O balanço mostra que do total de contratações efetivas com pessoas físicas, 211 operações atingiram o público com renda de até três salários mínimos; 684 contratos envolveram a faixa com renda entre três e seis salários mínimos mensais e as 194 operações restantes foram firmadas com famílias que recebem entre seis e dez salários mínimos. Em relação aos empreendimentos já contratados com as construtoras, a posição mais recente da Caixa indica dez projetos, responsáveis por 1.730 unidades habitacionais, em um valor total de projeto de R$ 90,7 bilhões.

Fonte: Jornal do Brasil