A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem compromisso marcado dia 21 em Fortaleza. Na pauta, reunião para avaliar o andamento das obras do PAC no Estado e o evento que oficializa a siderúrgica

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, virá a Fortaleza na próxima quinta-feira, 21, para avaliar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Ceará, dentre outros compromissos. Também fará parte da agenda o evento em que será oficializada a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), através da assinatura do Memorando de Entendimento, às 15 horas, no Palácio Iracema. As informações são das assessorias de imprensa do Governo do Estado e da ministra.

O balanço dos investimentos do PAC, marcado para às 10 horas, também no Palácio Iracema, terá um tom de cobrança junto aos líderes públicos e representantes da iniciativa privada que participam do programa. Após a avaliação do ritmo do andamento dos trabalhos, serão apresentadas as pendências e como poderão ser solucionadas. Está prevista a presença dos ministros Geddel Vieira; da Integração, Marcio Fortes; das Cidades, Alfredo Nascimento; do Trasporte, além de Anibal Brandão, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit).

As obras do PAC no Estado estão orçadas em R$ 21,6 bilhões até o próximo ano. Somados os R$ 23 bilhões previstos para depois de 2010, o Ceará deve receber R$ 44,6 bilhões do programa. O montante é quase 15 vezes maior que a atual poupança do Estado, cerca de R$ 3 bilhões, segundo informou o secretário da Fazenda, Mauro Filho.

No último relatório do Governo Federal – ao qual O POVO teve acesso –, sobre os investimentos do programa no Ceará, o eixo energético teve a maior participação dos investimentos. Dos R$ 12,6 milhões para empreendimentos exclusivos do Estado de 2007 a 2010, R$ 7,5 milhões atendem a projetos energéticos, ou seja, cerca de 59%. Além disso é o único setor com verbas previstas do PAC para depois de 2010.

Siderúrgica – Após a assinatura do Memorando de Entendimento, quinta-feira, 21, o planejamento da CSP, consórcio entre a sul-coreana Dongkuk Steel e a Companhia Vale, é dar início às atividades técnicas. Os trabalhos serão focados para “concluir as principais atividades do Licenciamento Ambiental, ou seja, trabalhos do EIA/Rima (relatórios ambientais), e finalizar a aquisição da área onde a siderúrgica será implantada”, infirmou a assessoria.

Até janeiro, o Estado havia repassado 7% da área – 34% do total já estava nas mãos é do governo. Existe uma área que pertence a uma empresa privada e 50% faltava ser desapropriada. O acordo com a CSP foi repassar o terreno pelo preço simbólico de R$ 1 o metro quadrado. A área total destinada ao empreendimento é de mil hectares e fica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Informou ainda que o percentual dos sócios na fase de desenvolvimento do projeto é de 51%, para a Dongkuk, e 49%, para a Vale. “O novo percentual ainda não está definido”, afirmou.

Fonte: Jornal O Povo