A Polícia Federal no Rio Grande do Sul decidiu entrar nas investigações do suposto uso de caixa 2 pela campanha da governadora Yeda Crusius. Ela também é suspeita de cometer irregularidades na compra de sua casa.

A decisão de investigar a governadora partiu do superintendente da Polícia Federal, delegado Ildo Gasparetto. Ele encaminhou à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Sul informações sobre as denúncias contra Yeda, e agora espera que o órgão aceite o pedido e peça o pronunciamento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para só então começar a investigação.

Como Yeda é governadora, ela só pode ser investigada depois que o STJ autorizar.

Segundo Gasparetto, ouvido pela Folha Online, a PF juntou indícios que aumentam as suspeitas contra a governadora, o que indicaria a necessidade de o órgão investigá-la. “Nós já tínhamos umas investigações preliminares desde a CPI do Detran [no ano passado]”, afirmou.

O delegado também utilizou as acusações do PSOL e as investigações surgidas durante a CPI do Detran. “Isso tudo foi juntado com o que nós dispúnhamos e foi encaminhado ao Ministério Público”, afirmou.

De acordo com ele, a PF só pode instaurar inquérito em matérias eleitorais se ela conseguir um flagrante de delito. Sem o flagrante, a Procuradoria precisa autorizar as investigações. Se ela concordar com o delegado, será a vez de o STJ dizer se a PF pode começar sua apuração.

CPI –O PT gaúcho desembarcou nesta quarta-feira em Brasília para conversar com os caciques do PDT e convencê-los a persuadir seus correligionários na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul a assinar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar Yeda. Até agora, o PT só conseguiu dez das 19 assinaturas necessárias para emplacar a Comissão.

O PDT, que já foi da base de sustentação de Yeda, hoje engrossa a oposição. A legenda tem seis parlamentares, mas apenas Giovani Cherini descarta a possibilidade de assinar a CPI. Os outros parlamentares da sigla estariam em cima do muro porque a CPI pode interferir diretamente nas negociações para as eleições de 2010.

O PDT negocia em duas frentes. De um lado, pode apoiar o candidato a governador do PT. Do outro, a opção é o PMDB, que se recusou a assinar a CPI contra Yeda.

Por esta razão, o PT gaúcho enviou a Brasília seu líder de bancada na Assembleia, Elvino Bohn Gass, para tentar convencer os caciques do PDT em Brasília a persuadir seus pares no Rio Grande do Sul a ratificar a CPI. Além disso, os petistas esperam que o PDT tome uma decisão de acordo com sua história esquerdista.

Fonte: Folha Online