A Polícia Federal no Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira a Operação “M”, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que montava pirâmides financeiras no Estado. Números preliminares apontam para a movimentação de até R$ 2 bilhões pelos suspeitos.

A operação movimenta 40 policiais que cumprem sete mandados de busca e apreensão em Porto Alegre (5), Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul, além de quatro mandados de prisão temporária, todos em Porto Alegre. Os suspeitos responderão por formação de quadrilha, estelionato, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituição financeira sem autorização e evasão de divisas) e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem passar dos 30 anos de reclusão.

Segundo a PF, quadrilha montou uma rede de captadores que, mediante o recebimento de comissão, angariavam clientes para aplicar no esquema, com a promessa de receberem juros acima dos pagos pelo mercado –o que é conhecido como pirâmide financeira ou “esquema Ponzi”.

“Há uma grande quantidade de pessoas lesadas na sociedade gaúcha, desde pequenos investidores que se desfizeram de bens e economias para realizar a aplicação até grandes empresas”, informou a PF em comunicado.

O principal problema da pirâmide financeira é que, no caso do número de clientes do esquema se estabilizar ou recuar, o esquema entra em colapso porque há mais saques do que depósitos. Neste caso, quem participa dela acaba ficando sem os recursos.

Este tipo de esquema ganhou as manchetes no final do ano passado, quando o ex-presidente da Bolsa eletrônica Nasdaq Bernard Madoff, 70, foi preso por liderar um esquema de pirâmide financeira que pode ter chegado a US$ 65 bilhões. Trata-se da maior fraude financeira da história.

Segundo a PF, o nome da operação é uma alusão a Madoff, que concidentemente tem a mesma inicial do nome da investigada e de suas empresas.

Fonte: Folha Online