O grupo farmacêutico suíço Roche anunciou nesta terça-feira a doação à OMS (Organização Mundial da Saúde) de 5,65 milhões de doses do antigripal Tamiflu, eficaz contra a gripe suína –a gripe A (H1N1). O laboratório suíço também aumentará a produção do medicamento, do qual produzirá 110 milhões de tratamentos nos próximos cinco meses.

Conforme a Roche, a meta é reconstituir as reservas regionais armazenadas pela OMS e pela própria empresa, além de adicionar 650 mil tratamentos pediátricos.

Balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgado nesta terça-feira registra 5.251 casos de gripe suína –a gripe A (H1N1)–, em 30 países.

Os Estados Unidos são o país com maior número de casos confirmados, 2.600 incluindo três mortes; enquanto o vizinho México tem o maior número de mortes, 56 entre 2.059 casos. O Canadá tem o terceiro maior número de casos –330, incluindo uma morte. O quarto país a registrar morte –uma– foi a Costa Rica, com oito casos confirmados da doença.

No Brasil há oito casos da doença, conforme a OMS e o Ministério de Saúde.

Os outros países com casos confirmados –e nenhuma morte– são Espanha (95), Reino Unido (55), Panamá (16), França (13), Alemanha (12), Itália (9), Israel (7), Nova Zelândia (7), El Salvador (4), Japão (4), Colômbia (3), Coreia do Sul (3), Holanda (3), Noruega (2), Suécia (2), Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), China (2, sendo um em Hong Kong), Dinamarca (1), Guatemala (1), Irlanda (1), Polônia (1), Portugal (1) e Suíça (1).

Sintomas –A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Fonte: Folha Online