Governo Bush boicotava o órgão. No bloco latino-americano, Cuba foi reeleita.

Os Estados Unidos foram eleitos nesta terça-feira (12), pela primeira vez, membro do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, um órgão encarregado de avaliar a situação dos direitos fundamentais no mundo.

A Assembleia Geral da ONU escolheu EUA, Noruega e Bélgica para ocupar três vagas no grupo da “Europa Ocidental e outros Estados”, enquanto Cuba, México e Uruguai conseguiram a reeleição no bloco latino-americano e do Caribe. Foram preenchidas 18 vagas de um total de 47.

Estes seis países tinham garantida a escolha, já que não enfrentavam nenhuma concorrência pelas três vagas disponíveis em cada grupo.

Uma situação semelhante ocorreu nos cinco postos asiáticos, nos quais China, Bangladesh e Jordânia conseguiram a reeleição, enquanto Arábia Saudita e Quirguistão conseguiram passar a fazer parte do órgão.

No grupo da Europa Oriental, Rússia e Hungria conseguiram obter as duas vagas disponíveis, em detrimento do Azerbaijão.

Na África, o outro grupo com mais candidatos do que lugares abertos, Senegal, Nigéria, Maurício, Djibuti e Camarões conseguiram mais votos que o Quênia.

A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, se mostrou satisfeita com o apoio conseguido na Assembleia Geral à decisão de Washington de “voltar a desempenhar um papel ativo nos órgãos multilaterais”.

“Embora saibamos que o Conselho de Direitos Humanos é um órgão com defeitos, que não cumpriu totalmente sua incumbência, temos a intenção de colaborar com outros países para reformá-lo de dentro”, disse a diplomata, na saída da reunião.

O CDH foi criado em 15 de março de 2006 pela Assembleia Geral da ONU, em substituição à Comissão de Direitos Humanos, que foi suprimida após 60 anos de trabalhos, devido à crise de legitimidade na qual tinha caído por causa de decisões que eram vistas como parciais, politizadas e desequilibradas.

O Conselho é um órgão intergovernamental que faz parte do sistema das Nações Unidas e que é formado por 47 Estados-membros responsáveis pelo fortalecimento da promoção e da proteção dos direitos humanos no mundo.

O órgão havia sido boicotado pela administração Bush, que criticava a presença de países que supostamente violavam os próprios direitos humanos. O governo anterior também tachava o conselho de ser anti-Israel.

Fonte: G1