Seguindo orientação da Contraf/CUT e da CEE Caixa, os profissionais da carreira profissional da Caixa (arquitetos, advogados, engenheiros e demais profissões constantes no RH 060) aprovaram assembleias por tempo indeterminado a partir desta terça, dia 28. A maioria das quais realizada nesta segunda-feira.

A paralisação ocorre em nível nacional, sendo que já foi deflagrada nas bases de maior concentração de empregados da Caixa (São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Brasília, Belo Horizonte, Uberaba, Juiz de Fora, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, entre outros locais). “Temos informações de vários sindicatos que a greve tem uma desão muito boa, às vezes superior a 70% dos profissionais. Os trabalhadores vêm com muita garra e determinação num movimento que supera nossas expectativas”, avalia Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa da Contraf-CUT.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Salvador a paralisação será por tempo indeterminado. Em Brasília e Belo Horizonte, a paralisação é de 48 horas, com assembléia no final do dia 29 para avaliação de continuidade. A paralisação não vai interferir no funcionamento das agências.

A paralisação não interfere no funcionamento das agências, e ocorre como desdobramento da Campanha Salarial de 2008. Segundo Jair Ferreira, em 22 de outubro do ano passado o banco assumiu o compromisso de fazer a revisão dos bancários da carreira profissional no primeiro semestre de 2009. “A proposta apresentada pela Caixa para revisão da nova tabela salarial é insuficiente”, afirma Jair. “É responsabilidade do banco apresentar uma proposta que seja satisfatória aos trabalhadores”, complementa.

Além da paralisação realizada nesta terça-feira, atos estão sendo feitos hoje em todo país, como São Paulo, Brasília e Belo Horizonte para mostrar a direção da empresa à importância que esses profissionais possuem neste período de avanço da Caixa como banco público de desenvolvimento urbano. “Além das atribuições que esse conjunto de profissionais possuem, neste momento há uma sobrecarga de trabalho com o aumento das demandas, como na construção de um milhão de casas devido ao programa ‘Minha Casa Minha Vida’. Também porque são esses profissionais que analisam e liberam os projetos”, afirma Jair Ferreira.

Após as primeiras 48h de greve, ao final do segundo dia, os sindicatos farão novas assembleias para avaliar as mobilizações e deliberar sobre a continuidade ou não das paralisações.

Fonte: Contraf-CUT

Anúncios