SÃO PAULO, 28 ABR (ANSA) – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje a seu colega peruano Alan García, com quem se reuniu no Acre, que tem interesse em financiar, construir e operar centrais hidrelétricas de maneira conjunta, para que a energia seja usada pelo país.


      Os dois mandatários, que estiveram na capital do Acre, Rio Branco, perto da área de fronteira, assinaram um protocolo de intenções para ampliar parcerias na área energética e também em relação ao comércio bilateral.


      A intenção do governo peruano é oferecer o potencial de seu território para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injete o dinheiro necessário para construir as usinas. Segundo estimativas oficiais, o valor seria de US$ 4 bilhões para erguer seis centrais.


      O projeto já está sob análise da Eletrobrás e da Electroperú. “O Brasil tem todo o interesse de

construir hidrelétricas. Não tenho dúvida nenhuma de que não apenas o governo e o BNDES desejam [participar do projeto], mas principalmente a Eletrobrás, que vai participar da construção junto com as empresas peruanas”, ressaltou Lula. O presidente definiu a integração energética como “fundamental para o desenvolvimento” dos dois países.


      Alan García, por sua vez, propôs que a Eletrobrás assuma uma participação acionária na Eletroperú em troca do financiamento. “A Electroperú é muito eficiente e a ideia é que parte de suas ações passe a ser da Eletrobrás. Quando essas hidrelétricas forem construídas, o Brasil vai se beneficiar muito”, indicou.


      Desta forma, o governo peruano acredita que poderá capitalizar a Electroperú. “Creio que esta é uma integração concreta e de grande futuro para os próximos 50 anos”, considerou García.
      O presidente brasileiro enfatizou, por sua vez, a necessidade de preservar a região amazônica e respeitar as comunidades indígenas que vivem nela. “Queremos um desenvolvimento sustentável para os 25 milhões de brasileiros que vivem na região”, ressaltou.


      Além do tema energético, os dois mandatários acordaram também a criação de um grupo trabalho para agilizar o trâmite de mercadorias que passam pela fronteira.


      Neste sentido, deram destaque ao avanço na construção do Corredor Interoceânico do Sul, que dará ao Brasil uma saída ao Oceano Pacífico passando pelo Peru. O projeto deve ser concluído em 2010.

 

Fonte: http://www.ansa.it/

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