Por Nalu Fernandes

Washington – O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, usou o exemplo do Brasil, que teve mudança recente na cota dentro do Fundo, para ilustrar que o engajamento de um país na comunidade internacional é mais importante do que o tamanho de sua cota de representação dentro do FMI por si só.

“O Brasil tem se tornado um dos maiores players da economia mundial. O papel desempenhado pelo presidente Lula faz com que o Brasil tenha um papel (mais) importante” do que o próprio tamanho da cota, afirmou Strauss-Kahn em entrevista coletiva em Washington.

O diretor-gerente do Fundo acrescentou que a mudança da cota, que em março de 2008 aumentou de 1,4% para 1,7%, não muda muito o fato de que o Brasil tem emergido porque tem se tornado um dos maiores da economia mundial. O mais importante, avalia, é o que o “Brasil está dizendo na cena internacional”, afirmou hoje durante entrevista, após a reunião do Comitê de Desenvolvimento.

“A voz de alguns países é bastante grande e algumas são menos vocais apenas porque eles são mais ou menos interessados no que o Fundo está fazendo, mais ou menos engajados com o Fundo”, acrescentou

Strauss-Kahn ressalvou que não estava dizendo que mudar a cota não seja algo importante. “É algo muito importante a ser feito, pois a realidade da parcela da cota tem de estar alinhada com a realidade da vida econômica, mas não reflete diretamente (este fato). China, Índia e Brasil não estão esperando pelo aumento na cota para serem ouvidos no board do FMI. E acho que no Banco Mundial também.” A avaliação é compartilhada pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. “Concordo 100% com Dominique”, afirmou o executivo do Bird.

Fonte: Abril.com