Uma série de conceitos preconceituosos de grandes pensadores contribuiu para relegar a mulher a uma posição de inferioridade e reprimir qualquer manifestação do feminino na história. 

A imagem de fragilidade e submissão sempre esteve ligada à mulher na história, principalmente na antiguidade, idade média e moderna. Muitos pensadores, teólogos e filósofos contribuíram para aumentar sua posição de inferioridade, mas o que não impediu que muitas mulheres se rebelassem contra tal atitude em todos os tempos.

Muitos são eles que contribuíram para o preconceito contra o sexo feminino ao longo dos tempos veja alguns deles. Na Antiguidade, Platão dizia “que os homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem”; Aristóteles afirmava que “a fêmea é fêmea em virtude de certas faltas de qualidade”.

Na Idade Média, as mulheres foram classificadas de três formas como prostitutas, bruxas ou santas servindo como modelo à Virgem Maria. As prostitutas eram as que se entregavam aos vícios da carne e utilizavam seus corpos para saciar os desejos ou para ganho. As mulheres bruxas eram as que de alguma forma iam contra os dogmas da igreja. Muitas mulheres que tinham de alguma forma acesso as artes, as ciências ou a literatura padeceram nas mãos da santa inquisição. Buscar alguma forma de conhecimento custou à vida de milhares de mulheres. As mulheres da Idade Média tinham que ser moldes de virtudes da Virgem Maria, dóceis, puras e devotadas aos seus maridos. Religiosos como São Tomas de Aquino dizia que “ela era um ser acidental e falho e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força é dignidade”. Tertuliano dizia que “era a porta do Demônio”.

  Na idade moderna, não foi muito diferente. Renomados pensadores tiverem sua parcela de contribuição nas justificativas de sexo frágil. Rousseau, no século 18, disse que a mulher é um ser destinado ao casamento e a maternidade, Lamennais chamava-a de “estátua viva da burrice”, Diderot escreveu que embora pareçam civilizadas “continuam a ser verdadeiras selvagens” e que ela era propriedade do homem. Napoleão não menos machista afirmava “a mulher é nossa propriedade e nos não somos propriedade dela”. Kant a considera “pouco dotada intelectualmente, caprichosa indiscreta e moralmente fraca”; Schopenhauer coloca a mulher entre o homem e o animal e diz “cabelos longos, inteligência curta”; Nietzsche considera que “o homem deve ser educado para a guerra; a mulher para a recreação do guerreiro”. Para Balzac, a única glória das mulheres estava em fazer pulsar o coração de um homem, para Proudhon a mulher que trabalhava era uma ladra que roubava o trabalho de um homem.

Exemplos são o que não faltam na história de preconceitos contra o gênero feminino, como alguns que continuam a resistir ao tempo e vem mascarado, a exemplo da música que, cada vez mais, traz em suas letras “piriguetes, safadonas, cachorronas, mulheres melancias, maçãs, enfim mulheres frutas”, rótulos que acabam fazendo sucesso entre o público masculino, mas que limitam as mulheres ao culto de seus corpos.

Mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, houve uma mudança cultural dos papéis atribuídos às mulheres. Muitas mulheres tiveram um papel essencial para tais mudanças e acabaram colocando seus nomes na história. Entre elas se destacam Anita Garibaldi, “a heroína de dois mundos”, Betty Friedam, americana, uma das precursoras do feminismo, que escreveu vários livros sobre o tema; Caroline Herschel, astrônoma e matemática alemã; Frida Kalo, pintora mexicana; Katharine Graham, jornalista americana, a primeira mulher poderosa da mídia e presidente do The Washington Post; Cleópatra, Elizabeth I, Evita Perón, Indira Gandhi, Lady Di, Joana D’Arc, Madre Teresa de Calcutá, Margaret Thatcher, Maria Bonita, Marilyn Monroe e Simone de Beauvoir, entre outras, tiveram grande importância em diversas áreas.

Se a repressão perdurou por várias fases históricas, hoje as mulheres respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos como o avanço no mercado de trabalho, apesar do sexo masculino ainda ganhar mais, e o direito ao voto. E como diz a frase da primeira dama da Califórnia, Maria Shriver: “mulheres bem-comportadas não fazem história”.

Fonte: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=10038