“Deixe a gripe na saudade. Vacine-se”. É com essa chamada, que o Brasil vai vacinar de 25 de abril a 8 de maio a população a partir de 60 anos contra a influenza, na 11ª Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. No Ceará, a Secretaria da Saúde do Estado e a Secretaria da Saúde de Fortaleza lançam a campanha na sexta-feira, 24 de abril, às 8h30min, no Parque Adhail Barreto, Rua Major Virgílio Borba, 50, Dionísio Torres, com uma manhã de atenção à saúde do idoso. Haverá, além da vacinação contra gripe, orientação sobre alimentação saudável, verificação de pressão arterial e de peso e teste de glicemia.

Para a campanha, o Ceará tem 820 mil doses da vacina contra influenza e vai mobilizar 27 mil pessoas e 2 mil veículos em 7,3 mil postos volantes e 1.690 postos fixos de vacinação. A meta é vacinar 80% da população a partir de 60 anos, que no Estado somam 806.362 pessoas. Desde o início da campanha anual, em 1999, o Ceará tem superado as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. No ano passado, foram vacinados 86,43% da população alvo.

A influenza é uma doença infecciosa do sistema respiratório, de natureza viral e altamente contagiosa, podendo apresentar desde uma forma leve e de curta duração, até formas clinicamente graves e complicadas. A influenza rapidamente se disemina, sendo responsável por elevada morbimortalidade em grupo de maior vulnerabilidade. A vacina contra a influenza é segura. Constituída por vírus inativados, não causa a doença, mas pode provocar reações, como febre baixa e reações locais, como dor, endurecimento e vermelhidão. Raramente ocorrem coriza, vômito e dores musculares.

A vacina contra influenza não deve ser administrada em pessoas com histórico de reação anafilática prévia relacionada a ovo de galinha e seus derivados, assim como a qualquer componente da vacina e em pessoas com histórico de alergia severa à proteína do ovo de galinha. A vacina também é contra-indicada para pessoas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores. Em casos de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até uma melhora do quadro de saúde. É necessário, ainda, realizar avaliação criteriosa de risco-benefício da vacina para pessoas com histórico de Síndrome de Guillain Barré – SGB.

Fonte: O Povo