Um estudo canadense divulgado nesta terça-feira revela que o uso combinado do anticoagulante Plavix e de aspirina reduz em 11% o risco de problemas vasculares graves. A combinação pode diminuir em até 28% o risco de acidentes vasculares cerebrais e em 23% o risco de infartos do miocárdio, de acordo com a pesquisa.

“O objetivo desse teste clínico era determinar se, combinando-se o Plavix com a aspirina, seria possível reduzir a incidência de problemas vasculares graves entre os pacientes que sofrem de fibrilação auricular, que provoca aumento aceitável do risco de hemorragia”, explicou o médico Stuart Connolly, da Universidade McMaster, na província canadense de Ontário.

A fibrilação auricular, o mais frequente dos problemas crônicos de arritmia cardíaca grave, afeta 2,2 milhões de americanos, segundo a American Heart Association, e seu tratamento requer o uso de marcapassos. “É a primeira vez em vinte anos que surge um novo tratamento contra a fibrilação auricular”, ressaltou Connolly. 

Outros anticoagulantes como a cumadina, associados à aspirina, são igualmente eficientes contra a fibrilação auricular, mas muitos pacientes não podem ser tratados com esse medicamento – que reduz em 38% o risco de acidentes vasculares cerebrais – porque ele aumenta em 70% o risco de hemorragia.

 Fonte: Agência France-Presse

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