Os presidentes das centrais sindicais comemoraram a prorrogação do Imposto Sobre os Produtos Industrializado (IPI) atrelada a um compromisso da manutenção dos empregos, durante o Ato Internacional Unificado Contra a Crise em São Paulo.

A manifestação foi a primeira a unir todas as centrais sindicais e vários movimentos sociais desde o início da crise.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que a vinculação da manutenção dos empregos à prorrogação do IPI ocorreu graças à pressão dos trabalhadores.

– O (Guido) Mantega era contra a estabilidade dos empregos.

– Temos que estender essa ajuda também para outros setores, como o calçadista e a agroindústria – disse.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, o anúncio do governo foi positivo, mas ainda há mais medidas a serem tomadas.

– O governo precisa reduzir os juros e a alta volatilidade do mercado – afirmou.

A Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), manteve-se contra a redução do IPI porque isso, para a entidade, representa uma ajuda do governo às empresas.

– Essas empresas que vão se comprometer a não demitir já cortaram mais de 8 mil postos de trabalho desde outubro – disse o coordenador geral da Conlutas, José Maria de Almeida.

Apesar das divergências, ele defendeu a união das centrais sindicais.

– Esse é um momento de passarmos por cima das nossas diferenças e lutarmos juntos.

As centrais querem ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe a demissão em empresas lucrativas.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/

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