SÃO PAULO – A Polícia Federal deixou de fora do relatório final da Operação Castelo de Areia os partidos PT, PTB e PV. As legendas foram citadas em uma correspondência eletrônica de novembro do ano passado enviada por um dos diretores da Camargo Corrêa para um representante da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

A Fiesp é apontada pela PF como intermediária entre a construtora e políticos na negociação sobre o financiamento ilegal de campanhas. Segundo a PF, foram encontradas menções de doações ilegais ao PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB.

Já em relação aos partidos que não foram citados no relatório final, o delegado Otávio Russo, que assina o documento, afirma que “é impossível afirmar, só com os dados atuais, a ilegalidade dessas doações”.

O e-mail enviado por um dos diretores da construtora que cita os partidos cobra recibos pendentes de doações de R$ 25 mil ao PSDB, ao PT, ao PTB e ao PV, além de uma quinta doação, esta de R$ 50 mil, novamente ao PSDB. O e-mail também cita recibos pendentes de uma doação de R$ 300 mil ao DEM do Rio Grande do Norte e de dois repasses ao PSDB do Pará, que totalizam R$ 200 mil.

A Polícia Federal afirmou que os partidos foram citados no contexto em que se fala em recibos de doação, o que deu a entender aos delegados do caso que seriam repasses feitos dentro da lei.

O PV e o PTB afirmaram que as doações da Camargo Corrêa foram devidamente registradas. A direção nacional do PT declarou que não responde pelos seus diretórios regionais, sem identificação de Estado. O senador Agripino Maia, do DEM, também citado nas investigações, mostrou recibo de doações da Camargo Corrêa para o partido.

Fonte: Portal Terra

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