No Brasil, o ato vai ser realizado no dia 30 e os bancários vão marcar presença

São Paulo – Uma série de atos envolvendo trabalhadores latino e norte-americanos contra a os efeitos da crise mundial pelas Américas está marcado para acontecer entre os dias 27 de março e 1º de abril. A mobilização é encabeçada pela Confederação Sindical das Américas (CSA), à qual a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está vinculada.

> Áudio: Trabalhadores das Américas se unem contra a crise

No Brasil, os atos devem se concentrar no dia 30, com participação maciça dos bancários. “Nossa categoria é uma das mais atuantes do país e irá novamente responder ao chamado em defesa dos empregos, dos salários, dos direitos das pessoas comuns, que são as que mais sofrem com as barbaridades cometidas pelos patrões no mundo inteiro”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

“Estamos chamando as entidades a fazerem mobilizações, protestos e conferências sobre os efeitos da crise para chamarem a atenção para a questão dos direitos sociais dos trabalhadores. Por enquanto não falamos em greve. Mas isso é só o começo”, disse ao jornal Valor Econômico, o secretário-geral da CSA, o paraguaio Víctor Báez Mosqueira.

A representação americana tem como grande preocupação que as medidas contra a crise abracem causas patronais, como flexibilização das relações trabalhistas, terceirizações, redução de gastos públicos e alterações no sistema previdenciário. “Essas idéias voltam a ser defendidas por setores conservadores como solução para a crise financeira”, acrescenta Mosqueira. Também são reivindicações investimentos públicos voltados ao emprego, serviços públicos de qualidade, reforma no sistema financeiro, controle da remuneração dos altos executivos, financiamentos públicos para projetos de desenvolvimento e garantia de trabalho decente.

Ilha – Além da manifestação, a CSA irá promover um fórum social em Trinidade e Tobago, nos dias 15 e 16 de abril, pouco antes da Cúpula das Américas – que será realizada entre 17 e 19 do mesmo mês. Junto com entidades de outros continentes, a confederação pretende entregar uma carta aberta para os líderes que participarão da cúpula do G-20, na próxima semana em Londres.

CSA – A CSA tem certa de 50 milhões de trabalhadores representados no continente, divididos em 67 organizações associadas. No Brasil, além da CUT, a Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) também estão vinculadas à confederação, que é parte de outra entidade sindical, a Confederação Sindical Internacional, esta com 315 centrais filiadas e 180 milhões de trabalhadores representados.

Por André Rossi – 24/03/2009

Fonte: Bancários SP

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