O diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, disse que trabalha com a meta de evitar 2,6 milhões de novas infecções até o fim de 2010 e 1,3 milhão de mortes. Ele disse que o cumprimento dessa meta depende de investimentos e de debates públicos que elevem o nível de conscientização sobre a doença.

No ano passado, segundo o Unaids, foram gastos US$ 10 bilhões no combate à aids nos países em desenvolvimento. Desse total, U$ 4 bilhões foram gastos em prevenção. Segundo Sidibé, esse valor deve dobrar para alcançar o acesso universal à prevenção do HIV.

Sidibé afirmou que hoje o grande desafio da Unaids é alcançar os “grupos inalcançáveis” – priosioneiros, usuários de drogas, profissionais do sexo e outras minorias. “Queremos trazer todas essas pessoas para o nosso programa”, disse.

O diretor acha que o Brasil pode ser um líder nesse debate. Ele fez um apelo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando participar do G-20, não se preocupe apenas com a crise financeira mundial, mas colabore com esse debate.

Sidibé elogiou o fato de o Brasil prever acesso universal aos serviços de saúde na sua Constituição. Disse que o País é um exemplo em todo o mundo. Para ele, o acesso universal não é apenas um slogan, mas justiça social.

O diretor-executivo do Unaids está reunido com deputados e entidades não-governamentais para discutir as prioridades do programa e parcerias. A reunião foi organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias e as frentes parlamentares contra HIV/Aids e pela Cidadania LGBT.

Fonte: http://www.jptl.com.br/

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