O Fórum Econômico Mundial divulgou na quinta-feira ,(26/03), o ranking anual que mede a disponibilidade e uso de tecnologias de informação e comunicação. De acordo com o índice WEF (World Economic Forum) Networked Readiness, o Brasil é o 59º país mais conectado do mundo.

Das 134 economias listadas, a mais ‘conectada’ é a Dinamarca, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos. Segundo o relatório, a internet de alta velocidade deve ser vistas como parte da infra-estrutura e economia dos países. Além disso, o estudo afirma que os países que tiveram uma colocação baixa devem fazer de tudo para melhorar sua conectividade.

Entre os piores colocados estão países como Bangladesh, Etiópia, Burundi, Zimbábue, Timor Leste e Chade.

Para o WEF, o investimento em telecomunicações pode ajudar na competitividade e no progresso. “As comunicações móveis desempenham um importante papel em economias em desenvolvimento, facilitando de maneira importante o crescimento e o desenvolvimento econômico”, informou o indicador.

PCs e internet – Outra pesquisa divulgada na quinta-feira (26), mostrou que o acesso à internet não tem acompanhado o ritmo das aquisições de PCs no Brasil. Segundo os dados divulgados pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), os computadores estão presentes em 25% das residências, enquanto apenas 18% delas possuem acesso à rede.

O estudo TIC Domicílios 2008 também indicou que a diferença entre o número de casas urbanas com PC e internet tem aumentado ao longo dos anos. Em 2005, a diferença era de apenas quatro pontos percentuais, PC (17%) e internet (13%). Agora, a distância chega a oito pontos, sendo que 28% dos lares na cidade têm PC e só 20% têm internet.

Para Alexandre Barbosa, coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), nem todos têm condições de pagar pela internet. “As pessoas estão comprando mais computadores, mas não necessariamente tem condições para pagar o acesso”, justifica.

A pesquisa mostrou que 75% das pessoas citam os custos como sendo a principal barreira para aquisição do PC. Já 54% das pessoas dizem que os preços dificultam o acesso à internet.

Redação Adnews

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