Em meio à crise mundial, a economia cearense conseguiu superar as expectativas. A estimativa era de que o PIB (Produto Interno Bruto) ficasse um pouco acima de 5% em 2008, mas o crescimento chegou a 6,5%, a preços básicos (sem a inclusão dos impostos) e gerou uma receita de R$ 56,93 bilhões, o que corresponde a R$ 6.860,02, per capita. No período, usando igual critério, o PIB brasileiro subiu 4,7%.

O resultado poderia ter sido melhor, não fosse a desaceleração no último trimestre do ano, segundo apurado pelo Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará). Com o agravamento da crise global, em setembro, os meses seguintes acabaram afetados. A economia cearense subiu 5% sobre igual trimestre em 2007. Nos períodos anteriores, as altas foram de 5,8%, 7,9% e 7,2%.

´O Ceará está bem, mas não é imune à crise´, afirmou Marcelo Ponte, diretor geral em exercício do Ipece, durante a divulgação dos resultados, ontem à tarde. Apesar da redução do ritmo, o desempenho do Estado, com alta de 5% no trimestre, ainda foi superior à média nacional, de 1%.

Para o Instituto, o bom desempenho se deve ao aquecimento da demanda doméstica e comércio externo, que tem incentivado a expansão do emprego formal. Outros fatores seriam as políticas sociais de transferência de renda implementadas pelo governo federal e a valorização do salário mínimo. ´Pelo menos no curto prazo, asseguram a movimentação da economia´, disse Ponte.

O crescimento da economia cearense foi puxado pelo desempenho positivo nos três setores. O destaque foi a agropecuária. Embora represente apenas 7% da composição do PIB, o setor teve aumento de 24,6%, favorecido pelo incremento das lavouras, com destaque para castanha (126,6%), milho (109,8%) e feijão (95,1%). O resultado sofreu influência das condições climáticas, do aumento do crédito agrícola e dos avanços no agronegócio.

O setor de serviços, o mais representativo, com 70% do total, teve alta de 5,2%, impulsionado pelos segmentos de alojamento/alimentação (11,8%) e comércio (9,6%). ´É um resultado que se confunde com o turismo. É uma tendência do turismo, mas não só isso, porque as famílias cearenses aumentaram o padrão de consumo e estão buscando mais entretenimento, se alimentando mais fora de casa´, comentou Ponte.

Responsável por 23% do PIB, a indústria cearense registrou crescimento de 5,5% em 2008. O desempenho, conforme o Ipece, foi influenciado pelos serviços industriais de energia, água e gás (8,5%), construção civil (7,8%) e indústria de transformação (3,9%).

Fonte: http://www.tvcanal13.com.br/

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