O encontro mundial ocorre num momento em que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos tomam novas medidas para estatizar grandes bancos e apertam o cerco aos paraísos fiscais, inclusive exercendo forte pressão para que a Suíça acabe com o famoso sigilo de seu sistema financeiro, grande atrativo para a lavagem de dinheiro ilícito oriundo do narcotráfico, da corrupção e da sonegação fiscal praticada em todo o planeta. “É preciso que as sociedades democráticas do mundo todo pressionem para que se invertam as prioridades. O primeiro passo dos governos não pode ser apenas o de injetar dinheiro público para salvar bancos, os responsáveis pela crise, mas exigir contrapartidas sociais para salvar as pessoas que se tornaram vítimas dessa irresponsabilidade”, propôs Carlos Cordeiro no fórum da OIT. A avaliação dos participantes é de que a crise econômica global provocada pelos bancos é muito séria, provocando desemprego na maioria dos países, mas com impactos diferenciados entre as várias regiões do mundo. As propostas do encontro internacional de Genebra serão levadas pela OIT à reunião do G 20 que será realizada em Londres agora em março. O G 20, do qual o Brasil faz parte, reune as vinte maiores economias do planeta, que detêm 85% da riqueza mundial.

“O sistema financeiro que existe hoje não serve para a sociedade. A crise trouxe a oportunidade de enfrentarmos esse problema de uma vez por todas e construirmos uma solução global que coloque o sistema financeiro a serviço da população e do desenvolvimento econômico e social”, disse Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT, que representa os bancários brasileiros no fórum da OIT.

Fonte: Contraf/CUT

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