Um grupo de intelctuais lançou, no sábado, 21, um manifesto contra o jornal Folha de S.Paulo por ter publicado um editorial, quatro dias antes, que classificou o período da ditadura militar (1964-1985) como “ditabranda”, ignorando as perseguições, torturas e assassinatos cometidos à época. 
 
 O texto dos intelectuais condena “o estelionato semântico manifesto pelo neologismo ‘ditabranda’ e uma fraudulenta revisão histórica forjada por uma minoria que se beneficiou da suspensão das liberdades e direitos democráticos no pos-1964”. Segundo os signatários do manifesto, “a direção editorial do jornal insulta e avilta a memória dos muitos brasileiros e brasileiras que lutaram pela redemocratização do pais”.
 
 O manifesto também protesta contra o tratamento dispensado aos acadêmicos Maria Victória de Mesquita Benevides e Fabio Konder Comparato, que repudiaram a postura do editorial do jornal em cartas enviadas à redação. Suas críticas foram acusadas de “cínica e mentirosa”. “Pela luta pertinaz e consequente em defesa dos direitos humanos, Maria Victoria Benevides e Fábio Konder Comparato merecem o reconhecimento e o respeito de todo o povo brasileiro”, diz o texto.

O manifesto está disponível online aqui e pode ser assinado por qualquer internauta.

Fonte:  Revista Fórum

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