O Banco do Brasil encerrou 2008 com lucro líquido de R$ 8,803 bilhões, o maior da história dos bancos no País. O resultado, divulgado ontem, supera em 74% o ganho dos 12 meses antecedentes, de R$ 5,058 bilhões. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido do BB foi de R$ 2,944 bilhões, mais do que o dobro do registrado em igual intervalo de 2007 (R$ 1,217 bilhão). A alta foi impulsionada pelo maior crescimento da carteira de crédito do grupo desde 2000.

Até então, o lucro líquido de R$ 8,474 bilhões alcançado em 2007 pelo Itaú era o maior já registrado pelo setor bancário no Brasil. O banco, que em novembro anunciou sua fusão com o Unibanco, ainda não divulgou o resultado de 2008. O Bradesco divulgou no início deste mês que teve lucro líquido R$ 7,62 bilhões no último ano, uma queda de 4,87% ante os R$ 8,01 bilhões obtidos em 2007.

Segundo o BB, a alta do lucro foi impulsionada pelo maior crescimento da carteira de crédito do grupo desde 2000. A carteira de crédito doméstica cresceu 40,4% em 12 meses e 10,8% no trimestre, superando o crescimento da indústria, de 6,5% no trimestre e 31,1% em doze meses. O crédito a pessoas físicas cresceu 52,5% em um ano e 12,4% na comparação trimestral, chegando a R$ 48,8 bilhões. Os principais destaques foram o CDC Consignação e o Financiamento a Veículos, com crescimento em 12 meses de 48,4% e 120,7% respectivamente.

Com saldo de R$ 17,626 bilhões ao final do trimestre, o crédito consignado se consolida como carro-chefe do crédito à pessoa física no banco. O crédito total a pessoas jurídicas (segmentos de microempresas e de médias e grandes empresas) atingiu R$ 97,192 bilhões – uma expansão de 48,4% em relação ao quarto trimestre de 2007 e de 13,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com destaque para as linhas de capital de giro e investimento.

 

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