O Ministério da Previdência Social está demonstrando ser possível a melhoria do serviço público brasileiro, tendo como foco o cidadão

O Ceará recebeu uma boa notícia do Ministério da Previdência Social: o estado será contemplado com 57 novas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para tanto serão investidos R$ 70,3 milhões no Estado. Só com a construção das agências serão gerados, em média, 25 empregos diretos e 200 indiretos, segundo o ministro José Pimentel.

O programa de expansão da rede de atendimento do INSS contemplará todos os municípios com mais de 20 mil habitantes, em todo o País. Isso significará a construção de 720 agências, até 2010, nas quais se incluem as 57 do Ceará. Em nosso caso particular, serão realizados também trabalhos de modernização em 15 unidades já existentes, o que inclui a ampliação de 10 prédios, reformas em quatro agências e aquisição de um imóvel para transferir a Agência da Previdência Social (APS) da Parangaba.

Dessa forma, o Ceará, que hoje tem 43 unidades de APS, passará a contar com 100, no próximo ano. Isso, sem dúvida nenhuma, proporcionará maior conforto aos beneficiários, que não necessitarão mais se deslocar de seus municípios em direção a outros a fim de serem atendidos. A meta de melhorar os serviços da Previdência Social, pondo o foco no cidadão, tem produzido resultados altamente satisfatórios, causando uma boa impressão na opinião pública, que se liberta assim de uma visão pessimista em relação à eficiência do serviço público em geral.

O Ministério da Previdência Social, em pouco tempo da atual administração já demonstrou ser possível oferecer um serviço público de qualidade aos cidadãos, removendo o ceticismo dos críticos da máquina burocrática brasileira. Basta ver o que já foi feito no âmbito da concessão de aposentadorias – seja por idade, seja por tempo de serviço -, pondo fim a uma verdadeira tortura, que era o processo de concessão de aposentadoria no Brasil. Não se trata, evidentemente, de favor, mas de uma obrigação do Estado, contudo essa obrigação é tratada geralmente com descuido pelos responsáveis. Com a mudança proporcionada por essas iniciativas inovadoras, instaura-se uma nova cultura de prestação de serviço ao cidadão, por parte do poder público. Já não era sem tempo.

Para que o programa de construção de novas APS seja realizado no prazo previsto haverá necessidade de uma resposta positiva dos prefeitos municipais, fazendo com presteza a contrapartida requerida: a doação dos terrenos onde serão instaladas as novas unidades. Se tudo correr bem, a expectativa é de que, até o fim deste ano, 60% das novas agências estejam instaladas. A promessa é de que as unidades primarão pelo conforto dos clientes: terão ar-condicionado e serão padronizadas, tendo, no mínimo mil metros quadrados de terreno. Estaremos todos a postos para acompanhar os trabalhos e poder, finalmente, aplaudir sua conclusão, fazendo eco aos beneficiários.