A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi, completou nesta terça-feira 65 anos de fundação. Criada em 27 de janeiro de 1944, a Cassi é hoje uma das empresas de autogestão em saúde suplementar mais respeitadas do país.

Para Marcel Barros, conselheiro Deliberativo da Cassi eleito pelos associados, a entidade é um grande patrimônio dos funcionários do BB, mas ainda precisa de uma série de ajustes para atender melhor os bancários e suas famílias. Os pontos principais são a revisão do modelo de credenciamento e a implantação efetiva da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

“A Cassi precisa de mais atenção de sua diretoria e do BB. É uma entidade muito importante para os bancários e merece, como presente de aniversário, ser tratada com respeito. Precisamos melhorar a rede de atendimento, sucateada nos últimos anos por uma política equivocada de restrição do credenciamento. A ESF e os serviços próprios precisam receber os investimentos conquistados na reforma estatutária da ordem de R$ 300 milhões que o BB deve fazer”, comenta.

Marcel destaca que os funcionários também esperam mais autonomia da Cassi em relação ao BB, sobretudo nos casos que envolvem as doenças do trabalho. “A Cassi é dos associados, eles são a alma da entidade. Por isso, queremos mais democracia e mais qualidade na prestação dos serviços”, afirma. O dirigente lembra que a história da Cassi confunde-se com a luta dos bancários, pois a entidade é resultado direto da mobilização do funcionalismo do BB, que brigava nos anos 40 para garantir o atendimento à saúde.

“Nesses 65 anos, a Cassi cresceu e se fortaleceu. A Caixa de Assistência foi fundada com a participação de 3,5 mil funcionários e hoje ela atende mais de 780 mil pessoas. Esse fortalecimento é fruto da luta do funcionalismo, que resistiu aos diversos ataques sofridos pela Cassi e que quase quebraram financeiramente a nossa entidade. Os bancários estão de parabéns por essa história”, diz Marcel.

Fonte: Contraf/CUT e Seeb SP

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