Rede de contatos deve ter origem na universidade, dizem consultores. Relacionamentos fora da empresa podem levar a recolocação mais rápida.

A rede de relacionamentos, ou networking, em inglês, é considerada por consultores de recursos humanos uma boa ferramenta para ser usada nessa época de crise econômica e onda de demissões.

Segundo a consultora de RH Carmelina Nickel, pesquisas mostram que a maioria das recolocações no mercado se dá por meio dessa ferramenta. 

A rede de relacionamentos pode ajudar indicando diretamente o profissional para a vaga, informando onde estão as vagas na área dele ou espalhando para outras pessoas do mercado que aquele profissional está disponível no mercado.

 Como formar a rede – Arlindo Felipe Júnior, diretor executivo do Grupo Soma, empresa especializada em recursos humanos, diz que as pessoas devem começar a formar sua rede de contatos na universidade, no estágio, em cursos de MBA e pós-graduação, por exemplo, e, depois, nas empresas por onde passam.

Para Carmelina, as relações pessoais que englobam familiares e amigos também podem ajudar bastante. “Já vi casos de recolocação por meio de tios, irmão, um colega de infância, o amigo do amigo”, exemplifica.

“Quem tem networking consegue emprego mais rápido e as melhores oportunidades”, garante Felipe Júnior. 

 Mantenha a rede ativa – Felipe Júnior recomenda que o profissional mantenha sempre ativa sua rede de contatos e que não procure seus conhecidos somente quando precisa.

“Mande um e-mail ou telefone perguntando como a pessoa está, convide para almoçar ou para uma happy hour, ou então sempre que mudar de celular, por exemplo, mande e-mails ou ligue para atualizar os dados.” 

 “Se saiu da empresa é bom deixar as portas abertas porque os empregos anteriores funcionam como ferramenta para recolocação”, lembra Felipe Júnior.

 E-mails e Orkut  – O consultor diz que os e-mails devem ser mandados separadamente para as pessoas, ou com cópia oculta, e o profissional deve deixar claro o que está buscando e o motivo de acionar as pessoas.

Segundo ele, em muitos casos, os conhecidos trabalham em outras áreas, mas ficam sabendo de vagas no setor do profissional. “Por meio dessa ferramenta, o profissional pode ainda conseguir trabalho em outras empresas, não naquela que ele almejava”.

Para ele, a internet tornou a comunicação entre as pessoas muito mais fácil. Ele considera sites de relacionamento como Orkut e comunicadores instantâneos como MSN ótimas ferramentas para troca de informações sobre vagas de emprego entre os integrantes da rede.
“Se perder o emprego, comunica para todo mundo, até para os vizinhos”, diz Felipe Júnior. 

Fonte: G1

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