As vendas da fabricante de automóveis americana General Motors recuaram 10,8% em 2008, para 8,35 milhões de unidades. Com isso, a empresa perdeu a liderança na comercialização de automóveis para a japonesa Toyota, que vendeu 8,97 milhões de carros no ano passado, uma diminuição de 4%.

A GM mantinha o título de líder global em vendas de veículos há 77 anos e costumava usar essa informação em suas campanhas de marketing.

O desempenho continua fraco neste início de ano, segundo o analista de vendas da GM Mike DiGiovanni.

“A queda reflete as pressões econômicas mundiais, principalmente um ajuste de crédito, a queda dos preços das matérias-primas e a ausência de crescimento”, diz a empresa por meio de um comunicado.

Segundo a montadora, os Estados Unidos e o Canadá, juntos, responderam por uma queda de 21% nas vendas em 2008. Na Europa, o recuo foi de 7%.

No último trimestre do ano passado, as vendas somaram 1,7 milhão de veículos, 25% menos que o registrado em igual período de 2007. Chama a atenção a atuação na América do Norte, onde a empresa vendeu 379 mil automóveis a menos que em 2007.

Empresas minimizam notícia Apesar da troca das posições, as duas montadoras minimizaram a importância da notícia.

“Participação nem sempre paga contas”, disse Don Esmond, vice-presidente sênior de operações da Toyota nos EUA, quando perguntado em uma conferência do setor sobre a liderança da indústria.

Com vendas para agências de aluguel de carros caindo muito, o mercado norte-americano pode recuar para menos 10 milhões de unidades em termos anualizados em janeiro, disse DiGiovanni.

Isso ficaria abaixo das 10,3 milhões de unidades em dezembro e seria também menor que as 10,5 milhões de unidades que a GM estava projetando como base para seu plano de recuperação que será entregue a autoridades dos EUA em fevereiro.

DiGiovanni afirmou que a GM espera que estímulos fiscais aguardados nos EUA, China e em outros países poderão impulsionar a demanda no segundo semestre.

“Estamos cautelosamente otimistas, enquanto caminhamos por 2009, de que poderemos estabilizar e crescer novamente”, disse.

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/01/21/ult4294u2159.jhtm