Há ainda mais profissionais trabalhando na organização das seleções. Tecnologia ajuda a aperfeiçoar a organização dos concursos.

Editais de concursos públicos são publicados a todo o momento. E surgem novos cursinhos especializados na área, com salas cheias e serviço dobrado para os professores.

E não são apenas aulas presenciais. A necessidade de mais tempo de estudo levou o ensino para a internet. 

Além disso, as tradicionais apostilas não foram aposentadas. Agora, o material precisa ser atualizado com mais frequência. A editora Vestcon, por exemplo, tem ajuda de uma equipe de 600 professores.

Apesar do aumento no número de seleções, o mercado de cursinhos tem se mantido estável nos últimos anos, de acordo com a associação que representa o setor. Na verdade, novos estabelecimentos foram abertos. Mas, por inexperiência, poucos acabam se mantendo. Afinal, o curso que aprova menos não atrai candidatos.

“É muito comum nascer um curso e de repente ele fechar. Hoje, o mercado exige muita profissionalização. Não há possibilidade de ficar improvisando”, afirma o dono da Vestcon, professor Ernani Pimentel.

O aumento na quantidade de concursos também exigiu mais profissionais entre os organizadores das seleções. O Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), ligado à Universidade de Brasília, tinha 50 funcionários quando começou a funcionar, há 15 anos. Hoje, o número passa de 300. Sem contar os terceirizados.

Assim como nos cursinhos, a tecnologia ajudou a aperfeiçoar a organização dos concursos. Principalmente em se tratando de segurança. Investimentos são feitos constantemente para evitar as fraudes.

“São vários itens de segurança. Alguns, até certo ponto, são desconfortáveis para os candidatos. Posso citar a proibição de relógio e artigos de chapelaria durante as provas. Mas eles têm como objetivo garantir o processo mais idôneo possível”, justifica o coordenador acadêmico do Cespe, Marcus Vinicius Soares.

Fonte: G1