Matthew Brunwasser – The New York Times
Em Pravda (Bulgária)

O nome deste local isolado nas planícies exuberantes do Danúbio significa justiça ou, em russo, verdade.

Mas pouco de ambas parece ter penetrado no asilo para homens com doenças e problemas mentais daqui, um estabelecimento desolador ao qual se chega mais facilmente por uma trepidante viagem de seis horas com partida de Sófia, a capital.

Na era comunista, era aqui onde as autoridades escondiam os doentes mentais da vista pública. Hoje, o Lar de Assistência Social Pravda para Homens com Desordens Mentais, um pequeno complexo de prédios abandonados de dois andares, ainda é o destino principal para os moradores urbanos enviarem parentes com incapacidade ou doença mental – e não se preocuparem em ter notícias deles de novo, disseram funcionários e internos.

Por toda a Europa Central e Oriental, muitas pessoas com doenças ou incapacidades mentais são sequestradas sem direitos ou recursos segundo as regras da era comunista, que colocavam seus destinos nas mãos de guardiões legais, com freqüência independente da gravidade de sua condição, segundo grupos de direitos humanos.

No tumulto das duas décadas desde que o livre mercado e a democracia imperfeita se estabeleceram no Leste Europeu, as leis que regem a tutela permaneceram praticamente intactas, privando centenas de milhares de pessoas da autoridade para tomar as decisões mais básicas a respeito de suas vidas, mesmo quando são capazes de cuidar de si mesmas, dizem seus defensores.

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