O euro está a mostrar o seu músculo, mas são ainda necessárias reformas para consolidar o caminho. Com a adesão da Eslováquia, em 01/01/2009, a zona euro passa a ser constituída por 16 países e uma população de 328,6 milhões de habitantes.

Hoje comemoram-se 10 anos da zona euro. A moeda única chegou ao bolso dos europeus em 2002, mas foi três anos antes que arrancou a União Económica e Monetária, com a utilização do euro na forma virtual – em transacções financeiras – e a gestão monetária a estar a cargo do Banco Central Europeu (BCE). Um passo decisivo no processo de integração europeia, que foi traçado no Tratado de Maastricht, em 1992.

Com a adesão da Eslováquia, a partir de hoje, a zona euro passa a ser constituída por 16 países e uma população de 328,6 milhões de habitantes. Mas o que poderá levar um país a fazer parte deste grupo? Certamente a posição actual do euro na economia internacional e a história feliz do seu percurso. O euro tornou-se numa moeda forte, depois de uma primeira fase de desvalorização da unidade nas praças cambiais. A sua posição como moeda de reserva estrangeira cresceu 27% desde 1999, embalada pela desvalorização do dólar. O valor dos euros em circulação já valem mais do que os dólares, sendo utilizado em 35% das importações e em 55% das exportações da União Europeia.

E apesar da nuvem negra da crise, o euro continua a mostrar o seu músculo, o que constitui um voto de confiança na moeda única. Os eurocépticos parecem estar, assim, a perder terreno. Segundo uma pesquisa recente do jornal ‘Financial Times’, os europeus consideram que nos próximos anos, o euro poderá mesmo ultrapassar o dólar em termos de importância global.

Fonte: Exame Expresso