RIO DE JANEIRO – O Brasil e a França assinaram diversos acordos na área de Defesa ontem, no Rio de Janeiro. Os projetos incluem a compra de 50 helicópteros, com a construção de duas fábricas no país, a construção conjunta de cinco submarinos, sendo um nuclear. Além disso, foram fechados acordos na luta contra a extração ilegal de ouro em zonas protegidas, para a construção de universidade franco-brasileira na Amazônia e para aprofundamento da parceira estratégica entre os dois países.

No entanto, o único contrato efetivamente fechado foi para a construção dos 50 helicópteros no país, pela subsidiária da francesa da Eurocopter, a Helibrás, de cujo patrimônio o governo mineiro detém 25%. Na verdade, serão duas novas fábricas no país, uma no Rio de Janeiro, de turbinas, e outra em Minas Gerais, de montagem das unidades. A unidade de montagem, a fábrica e o centro de engenharia serão em Itajubá (MG), onde já existe a fábrica da Helibrás. Segundo o governador mineiro, Aécio Neves, trata-se de um segundo grande pólo da indústria aeronáutica no Brasil.

Além das encomendas já realizadas pelas Forças Armadas, a empresa estaria interessada em novos mercados. “Mas há perspectiva enorme de outras encomendas, em especial por parte da Petrobras e também de alguns outros países da região, como o Chile, que já mostraram interesse nesses helicópteros”, disse Aécio. Apesar de a companhia não ter confirmado o teor da conversa, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, encontrou-se com o presidente Lula antes do fechamento dos acordos. A expectativa é de que o executivo possa estar estudando uma solução para um problema logístico em relação ao pré-sal: a longa distância dos campos para a costa, o que impede um vôo de helicópteros.

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