salaEstudo propõe criação do “ensino médio nacional”; 50% dos jovens de 15 a 17 anos não estão matriculados no ensino médio

O Ministério da Educação (MEC) pretende incorporar conceitos da educação profissional ao ensino médio. A idéia surgiu após a divulgação de um estudo, que durou um ano, de uma comissão interministerial responsável pela reestruturação do ensino médio. O principal problema apontado por especialistas é que o ensino médio não atende às necessidades do jovem brasileiro.

Atualmente, algumas instituições de ensino já oferecem a modalidade do ensino médio integrado à educação profissional, mas a nova proposta não pretende impor este modelo ao sistema de ensino. De acordo com o MEC, a idéia é que o estudante fique mais próximo de práticas científicas, culturais e ligadas ao trabalho.

Um exemplo é o uso do computador. O estudante não só usará o equipamento nas aulas de informática, mas também vai tomar conhecimento de como funciona um hardware na aula de física ou estudará números binários na aula de matemática. Em resumo, a idéia é trazer a prática do dia-a-dia para a sala de aula.

Como fazer – De acordo com o coordenador-geral do ensino médio, Carlos Artexes, a intenção do governo federal é aproximar ainda mais o MEC dos governos estaduais, responsáveis por esta etapa de ensino – projeto chamado por ele de “ensino médio nacional”. Esta fase é considerada a mais fraca do sistema de ensino brasileiro – metade dos jovens entre 15 e 17 anos não está matriculada.

A comissão, que conta com a participação do ministro dos Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, identificou uma falha na formação do jovem brasileiro no ensino médio. “Vamos usar esse projeto como alavanca para mudar a maneira de ensinar e de aprender no Brasil. Substituir o ensino orientado para a decoreba por um ensino analítico, capacitador. Será um ensino que substitui o foco na informação enciclopédica pelo uso seletivo da informação aprofundada como instrumento de capacitação”, afirmou Unger.

Fonte: http://www.abril.com.br/