BRASÍLIA (Reuters) – Chamada de “nossa sucessora” e “nossa futura presidente” por representantes de movimentos sociais em reunião no Palácio do Planalto, a ministra da casa Civil, Dilma Rousseff, considerou inadequada a referência em evento oficial.

“Achei que aqui dentro do Palácio não foi protocolar”, disse Dilma a jornalistas, após a cerimônia, ao ser perguntada sobre o apoio que recebeu.

Indagada se lhe agradava esse tipo de manifestação, Dilma desconversou. “Não vou falar sobre isso, não é essa a questão principal”, afirmou, destacando o fato de o governo chamar os movimentos sociais para ouvir suas reivindicações.

A primeira referência a Dilma como provável sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ausente à cerimônia, partiu do movimento negro.

“Nós acreditamos que esse governo tem cumprido o que veio realizar. Nós acreditamos que ele precisa dar conta de eleger em 2010 a nossa sucessora, a nossa candidata Dilma Rousseff”, disse a representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras, Cleide Souza.

Depois, outro representante dos movimentos sociais, Saulo Manoel da Silveira, da União Nacional por Moradia Popular, chamou a ministra de “nossa futura presidente Dilma Rousseff”.

Os 58 movimentos sociais presentes ao encontro entregaram ao governo uma carta de reivindicações, na qual destacam o controle e a redução imediata da taxa de juros, o controle de capitais, o cancelamento dos leilões do petróleo e a revisão do política de manutenção do superávit primário, entre outros itens de política interna.

(Reportagem de Fernando Exman)

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