BRASÍLIA – A compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil (BB) ainda depende de “ajustes técnicos”, afirmou, nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao sair de reunião no Palácio do Planalto, o governador paulista, José Serra, deu a mesma indicação de continuidade das negociações, mas negou ter definido a questão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

– Esse não é um assunto para ser resolvido no plano político – afirmou o governador.

Serra lembrou que trata-se de um negócio já anunciado, “um tema delicado” que envolve o mercado de ações e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

– Não tomamos nenhuma decisão a esse respeito – afirmou ele.

No início do mês, Serra admitiu que a Medida Provisória 443 (MP 443), que permite ao governo federal assumir o controle de bancos em dificuldades, iria facilitar a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil.

Segundo Mantega, além do preço, falta definir, por exemplo, “as condições de pagamento e quais os ativos que permanecerão” na Nossa Caixa.

O ministro lembrou que BB e Nossa Caixa já divulgaram fatos relevantes sobre a operação e que a aquisição independe da aprovação da Medida Provisória 443, uma vez que o instrumento jurídico já tem efeito de lei. A MP cria condições mais favoráveis para que o BB concretize a aquisição do banco paulista, lembrou o ministro.

Na terça-feira, ao ser questionado sobre o processo de compra do banco Nossa Caixa pelo BB, o presidente Lula disse apenas que o processo continua sendo avaliado , mas que o negócio é de interesse do BB, do Estado de São Paulo – controlador da Nossa Caixa -, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na ocasião, disse querer que o Banco do Brasil seja o maior banco do país.

Fonte: O Globo

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