Instituições financeiras anunciaram fusão na última segunda-feira (3). Segundo consultoria, marca do Unibanco vale 50% menos que a do Itaú.

Dois dos maiores bancos brasileiros – Itaú e Unibanco – anunciaram esta semana a fusão das duas instituições, criando o maior banco brasileiro e do Hemisfério Sul. Na fusão dos dois, deve surgir um grupo de nome Itaú Unibanco Holdings S.A.

“É uma marca muito forte, que já brigava pela primeira posição entre os bancos com o Bradesco. Esse distanciamento vai ajudar a consolidar ainda mais a marca Itaú”, acredita José Roberto Martins, consultora da Global Brandings. “E chamar Itaú Unibanco seria totalmente inapropriado. Isso enfraqueceria a marca Itaú, que é um nome mais curto, bem posicionado.”

Por isso, a tendência é que a marca Unibanco desapareça do mercado. “A possibilidade de utilizar as duas marcas juntas teoricamente existe. Mas não acredito nisso pelo menos no longo prazo. Sobram duas outras alternativas, que é uma das marcas prevalecer. Em todas as conversas que eu já tive, sempre sai a força da marca Itaú”, diz Paulo Sérgio Quartiermeister, professor de gestão de marcas da ESPM.

Na avaliação dos especialistas, embora o Unibanco seja um nome forte no mercado, o Itaú tem um reconhecimento maior. “Em termos de imagem e gestão, o Itaú é mais eficiente que o Unibanco, e é mais consistente na comunicação de sua marca. A comunicação tem uma linha, um raciocínio que vem sendo perseguido de uma maneira muito consistente ao longo do tempo”, diz Martins.

 Planejamento – Para o consultor da Global Brandings, a marca Unibanco está com os dias contados: “Na pior das hipóteses, em dois anos e meio deve desaparecer. Depende muito da migração de sistemas, mas não passa disso”, avalia.

A transição, no entanto, não deve ser abrupta. “Uma decisão como essa normalmente tem várias etapas, que tem que ser extremamente cuidadosa. É preciso ver, inclusive, se existe algum grau de rejeição dos clientes de uma marca à outra”, aponta Quartiermeister. “Vão fazer uma transição, uma comunicação dirigida para dizer que a mudança vai adicionar valor, e não tirar.” 

Fonte: Portal G1