O Banco do Brasil conseguiu tirar o Bradesco das negociações e acertou a compra de 49% do Banco Votorantim, braço financeiro do grupo controlado pela família Ermírio de Moraes. A participação deverá sair por cerca de R$ 13 bilhões, valor pelo qual o Bradesco se viu desmotivado a desembolsar neste momento, informa o colunista Guilherme Barros em reportagem publicada na Folha de São Paulo deste domingo 09/11.

Segundo a reportagem, os detalhes da transação estão em análise final nos comandos das duas instituições. O negócio poderá ser anunciado nos próximos dias.

Amanhã, a cúpula do BB se reúne com o conselho de administração para avaliar o desempenho do banco nos últimos três meses. Não está descartado que prováveis aquisições ou novas compras de carteira entrem na pauta.

Na semana passada, as ações ordinárias do banco estadual Nossa Caixa dispararam após os rumores de que o governador de São Paulo, José Serra, foi a Brasília negociar com o ministro Guido Mantega (Fazenda) o valor para a venda do banco ao BB –a informação não foi confirmada.

Com a Nossa Caixa e o Banco Votorantim, o BB pode retomar a liderança do mercado no ranking por ativos. O Itaú Unibanco soma R$ 575 bilhões até setembro.

Reação – É concenso entre analistas do setor que o Bradesco e Banco do Brasil devem reagir à fusão do Itaú com o Unibanco, anunciada dia 3 de novembro, após 15 meses de negociações. A junção das operações financeiras forma o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

O presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, e o presidente do Itaú, Roberto Setubal, confirmaram que o objetivo das instituições é o processo de internacionalização, que será iniciado pela América Latina, onde já possuem participação de mercado em alguns países.

Fonte: folha On Line

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