1097441058Organizações sindicais se manifestaram contra a fusão do Itaú e Unibanco anunciada nesta segunda-feira. A Força Sindical e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) divulgaram notas em que expõe preocupação com a união entre as empresas que formarão a maior instituição financeira do Brasil, 4º maior da América Latina e 6ª do continente.

“A fusão pode ser o início de uma concentração predatória, que poderá gerar monopólio num setor estratégico para o desenvolvimento do País”, afirmou nota assinada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

Em seu parecer, a Contraf/CUT afirma que a concentração bancária no Brasil é prejudicial para a economia, para os clientes e usuários e também para os bancários.

“A crescente concentração é ruim para os clientes e usuários porque diminui a competição no sistema financeiro nacional, fortalece excessivamente os grandes bancos e diminui a possibilidade de redução dos juros ao consumidor, do spread e das tarifas e taxas bancárias”, registra a carta da entidade.

A Força Sindical também mostra consternação com as regras sobre taxas, tarifas e serviços bancários que passarão a ser influenciadas pelo novo conglomerado.

Outra preocupação é o risco de demissões no setor. “É importante que o governo abra negociação com as centrais sindicais para evitar desemprego nesta área sensível, justamente neste momento de crise econômica internacional”, declara comunicado da Força, que pede fiscalização do Banco Central sobre as operações da nova instituição.

A Contraf/CUT anunciou que se reunirá com o BC e com o Cade para solicitar que exijam dos dois bancos contrapartidas para que a fusão não traga efeitos prejudiciais para a sociedade e para os clientes e usuários.

A entidade também afirma que já solicitou negociação com as diretorias do Itaú e do Unibanco para discutir a fusão e buscar um acordo para proteger os empregos e analisar as taxas de juros nas tarifas e na oferta de crédito.

Fonte: http://br.invertia.com/