brasil6mlSÃO PAULO, 4 de novembro de 2008 – A produção industrial sustenta resultado positivo há 20 trimestres consecutivos, em relação a igual período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre de 2008, o avanço de 6,7% manteve ritmo similar aos trimestres anteriores: 6,4% no primeiro e 6,2% no segundo. Entre as categorias de uso, bens de capital (de 17,3% no primeiro trimestre para 20,0% no terceiro) acelerou ao longo do ano e prosseguiu crescendo dois dígitos. Bens de consumo semi e não-duráveis (de 1,3% para 3,5%) também ganhou ritmo, mas permaneceu com desempenho abaixo da média da indústria. Bens de consumo duráveis (de 13,7% para 9,0%) e bens intermediários (6,1% para 5,3%) desaceleram entre o primeiro e o terceiro trimestres.

O longo ciclo de expansão também se confirma no comportamento dos índices que comparam o trimestre ao trimestre imediatamente anterior, série ajustada sazonalmente, que vêm crescendo pelo décimo segundo trimestre consecutivo. A taxa de 2,7% neste trimestre foi a maior desde o terceiro trimestre de 2004 (2,9%). Nas categorias de uso, comparando-se o segundo e o terceiro trimestre de 2008, o segmento de bens de capital sai (de 2,4% para 6,2%), manteve a liderança pelo segundo trimestre consecutivo, ao mesmo tempo em que bens de consumo duráveis (de 1,1% para 0,6%) teve a única desaceleração entre os dois períodos. Os setores de bens intermediários e de bens de consumo semi e não-duráveis, ambos com acréscimo de 1,8% no terceiro trimestre, registraram resultados mais elevados que os do trimestre anterior (respectivamente 0,1% e 1,0).

De janeiro a setembro atingiu 6,5% de expansão, apoiado no crescimento de 22 atividades, com veículos automotores (17,6%) liderando a expansão global, sustentado pela maior produção de automóveis e caminhões, vindo a seguir máquinas e equipamentos (10,6%), com destaque para a maior produção de aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias e máquinas para colheita. Também com contribuição relevante na taxa global, destaca-se outros equipamentos de transporte (31,5%), impulsionado pela elevada produção de aviões e motocicletas. Por outro lado, madeira (-8,9%), ainda pressionada pela redução nos itens madeira serrada e compensada, e fumo (-8,0%) registraram os maiores impactos negativos. Os índices por categorias de uso confirmam o maior desempenho dos setores produtores de bens de capital (18,9%) e de bens de consumo duráveis (12,1%), padrão que vem marcando a dinâmica industrial desde 2006. Abaixo do ritmo da indústria geral (6,5%) crescem as categorias de bens intermediários (5,2%) e bens de consumo semi e não-duráveis (2,3%).

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