Até o final deste ano, alguns usuários de planos de saúde coletivos já poderão sentir os efeitos da crise financeira internacional no bolso. O motivo seria a alta nos custos das operadoras por conta do aumento na cotação do dólar.

“A crise, especialmente a alta do dólar frente ao real, pode impactar nos preços dos insumos médicos, o que aumenta os gastos das operadoras e seguradoras de saúde, causando, conseqüentemente, um reajuste de preços para o consumidor”, analisa a diretora do departamento de benefícios da SMB Seguros, Cecília Bononi.

A especialista afirma, também, que é muito cedo para prever um percentual para tal aumento, contudo acredita que as empresas não devem fazer quaisquer movimentos na tentativa de não repassar tais altas nos custos para o consumidor. “Elas não têm como não repassar”, diz.

Reajustes
O fato de os planos de saúde coletivos não terem seus preços reajustados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), mas fixados pela própria empresa seguradora, é o que pode fazer com que os usuários de algumas empresas deste tipo de plano sintam os efeitos da crise antes dos consumidores dos planos individuais.

“Nos planos coletivos, os reajustes dependem dos contratos das empresas com as operadoras, então algumas podem repassar tanto agora como somente no ano que vem”, explica Bononi.

Já no caso dos planos individuais, reajustados anualmente pela ANS, os usuários só irão perceber o impacto da crise no ano que vem, caso o cenário internacional não apresente mudanças.

Fonte: http://www.maracaju.news.com.br/