Benefícios incluem proteção contra câncer, mas ela pode alterar libido e engordar

Quem usa todo santo mês alguma pílula anticoncepcional entre as várias disponíveis no mercado sabe quanto é prática e, provavelmente, não consegue imaginar a vida sem ela.

Não é à toa que mais de 100 milhões de mulheres no mundo inteiro (e cerca de 15% das brasileiras em idade fértil) recorrem à dita-cuja em algum momento.

Mas, apesar de sua popularidade e fama, há aspectos pouco conhecidos sobre o método que desvendamos agora.

O risco de engravidar é maior que parece
Se você toma a pílula religiosamente no mesmo horário todos os dias, sua chance de engravidar é de apenas 0,1%.

Trocando em miúdos, significa que, para cada mil mulheres que usam a medicação por um ano, uma engravida. Mas, cá entre nós, se manter a disciplina fosse tão fácil, ninguém faltaria à ginástica, certo?

Sem seguir um padrão militar — por exemplo, você toma de madrugada num dia e simplesmente se esquece do anticoncepcional em outro —, a eficácia cai para 92%.

“As pílulas atuais têm concentrações de hormônios cada vez menores. Assim, sua eficácia diminui quando são ingeridas em horários irregulares”, reforça o ginecologista Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. 

Protege a saúde e alivia a TPM
Sim! O anticoncepcional oral reduz o risco de câncer de ovário em 50%, segundo a Sociedade Americana de Câncer.

Outra vantagem é que, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, seu uso por quatro anos reduz o risco de desenvolver câncer no endométrio pela metade.

Em paralelo, o método também deixa seu ciclo mais regular, um avanço para quem vive na imprevisibilidade.

“Como você passa a ter sempre a mesma quantidade de hormônios no organismo, alivia a TPM. E, como bloqueia a produção de hormônios masculinos pelo ovário, também vale como tratamento para acne e excesso de pêlos”, explica a dra. Lucila.

Não é para qualquer mulher
É preciso saber que há, sim, riscos. Aí vão alguns: o estrogênio presente no comprimido aumenta a probabilidade de desenvolver coágulos sanguíneos, que podem circular até o pulmão e ser fatal.

Por isso, emprestar a pílula da amiga é perigosíssimo. Só o médico tem condições de indicar quem pode ou não usá-la. 

Veja o caso das fumantes, não importando se acabam um maço por dia ou dão apenas algumas baforadas por semana. Acontece que o fumo está associado ao surgimento de coágulos.

“Eles, por sua vez, podem levar a situações como embolia pulmonar, infarto do miocárdio e derrame”, esclarece o dr. Marco Antônio Lenci.

Pode alterar a libido
Enquanto algumas mulheres viram um furacão sexual, já que não precisam se preocupar com a gravidez, outras comparam o anticoncepcional a um balde de água fria.

“Ele impossibilita o pico de testosterona na época da ovulação, reduz a quantidade de estrogênio e ainda diminui a lubrificação vaginal”, diz o dr. Marco Antônio Lenci. Não precisa dizer quanto isso afeta o desejo de muitas mulheres. 

Fonte: http://www.abril.com.br/