Gênero e diversidade são sempre desafios para serem debatidos entre os jovens e requerem novas construções possíveis

Mais de cem jovens debateram, no último sábado (25/10), no Seminário da Prainha, em Fortaleza/CE, questões envolvendo comportamento, sexualidade e políticas públicas. O evento ´Juventude e Educação — gênero e diversidade sexual nas escolas´, foi promovido pelo Instituto de Juventude Contemporânea, organização não-governamental (ONG) que já possui nove anos de atividades em prol da juventude em estudos e ações.

Conforme Camila Brandão, uma das fundadoras, coordenadora do IJC e da pesquisa ´Retratos de uma Fortaleza Jovem´ (www.retratosdafortalezajovem.org.br), o evento intentou apresentar os resultados desta pesquisa e, debater com os jovens as questões de gênero e diversidade.

Além do IJC, integraram a mesa representante do Grupo de Apoio Asa Branca (Grab), que atua diretamente no segmento gay HSH (homens que fazem sexo com homens) e o Projovem Urbano, projeto de educação para jovens do Governo Federal, executado pela Prefeitura de Fortaleza.

Conforme Paulo Roberto Sousa Silva, coordenador do Projovem Urbano, a temática gênero e diversidade é sempre um desafio para ser debatido entre os jovens e requer das cabeças pensantes novas construções da sexualidade, sobretudo para implantar novos programas de políticas públicas.

Curiosidade

Uma das curiosidades no tocante à diversidade e gêneros se referem à sigla GLS, que após várias alterações resultou em LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), as lésbicas encabeçando a sigla para tentar modificar o padrão masculino e machista que predominou e ainda predomina. Homens assumem sem tanto temor suas preferências sexuais entre si. Já as mulheres, naturalmente discriminadas, são ainda mais quando fazem opção sexual pelo lesbianismo. Se forem pobres e negras, a situação dessas mulheres é ainda mais séria, pelo preconceito.

A diversidade na sexualidade e os gêneros constituem uma realidade também entre os jovens que deve ser tratada de forma clara e transparente.

No tocante à pesquisa realizada pelo IJC, Camila Brandão esclarece ser a única realizada para conhecer o perfil dos jovens da cidade. Foi feita no fim de 2006 e lançada no ano passado, abarcando áreas como educação, trabalho e segurança e saúde.

O que é ser jovem hoje? Foi outra questão levada aos 1.734 jovens, entre 16 e 29 anos, já que nunca são ouvidos.

Fonte: Diário do Nordeste

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