Os bancários em greve devem decidir em assembléias a serem realizadas nesta quarta-feira se aceitam a proposta salarial feita na noite de ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban – representante sindical dos banqueiros). Ontem, a Fenaban propôs um reajuste salarial de 10% para quem ganha até R$ 2.500 e 8,15% para as demais faixas salariais.

O Comando Nacional de Greve, que representa os bancários nas negociações, ainda não decidiu se vai orientar os grevistas a aceitarem a proposta nas assembléias. “Ainda não houve avalição das propostas pelo comando, porque não terminou a rodada de negociações na Caixa Econômica Federal”, afirmou Carlos Cordeiro, secretário geral da Confedração Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e membro do comando de negociação.

Na opinião de Cordeiro, a tendência é que o comando aceite a proposta feita pela Fenaban. “Mas no Banco do Brasil e na Caixa, tenho dúvidas”, disse, em referência às pendências específicas desses bancos.

As rodadas de negociação adentraram a madrugada. Após as propostas gerais feitas pela Fenaban, teve início a rodada de negociações específicas do Banco do Brasil, onde a última proposta patronal incluiu um bônus de 1.300 reais anuais e criação de um plano odontológico. “Na Caixa Econômica Federal, a questão é saber se vai haver uma proposta alternativa de participação nos lucros e resultados (PLR), porque a proposta geral feita pela Fenaban pode render aos funcionários menos que no ano passado”, contou Cordeiro.

Últimas propostas
A proposta patronal de ontem foi a segunda depois do início da greve, que já dura 15 dias. A primeira foi feita na quinta-feira passada (16), com 9% de reajuste para os salários de até R$ 1.500. Para as demais faixas salariais, a entidade patronal manteve os 7,5% que tinham sido propostos na abertura das negociações no dia 24 de setembro, antes mesmo da paralisação de 24h da categoria (dia 30 de setembro) e do início da greve, no dia 8 de outubro. A proposta, considerada insuficiente pelo comando de negociação, não foi sequer encaminhada para votação em assembléias.

Inicialmente, os bancários pediam um reajuste de 12,5%, por considerarem que a proposta feita pela Fenaban (os 7,5%) representava um aumento real de apenas 0,35% sobre a inflação.

Fonte: UOl Noticias

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