O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) marcou para quinta-feira a retomada das negociações entre os bancos e seus funcionários, que estão em greve há uma semana. Até lá, os bancários deverão suspender a paralisação, segundo acordo assinado pelas duas partes.

Nas negociações realizadas na sede do TRT-SP na tarde de hoje, ficou definido que os dois lados devem voltar a negociar em 48 horas, e terão cinco dias para chegar a um acordo sobre o dissídio coletivo da categoria.

Participaram da audiência representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos, o sindicato patronal dos bancos), da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, e foi conduzida pelo desembargador federal Nelson Nazar, vice-presidente do TRT-SP.

O Comando Nacional da greve se reunirá amanhã com o intuito de repassar a todos os sindicatos regionais a orientação de descruzar os braços. Porém, a decisão final se os bancários páram a greve ou não será tomada na quinta-feira, nas assembléias regionais.

“A Fenaban (…) considera que a suspensão imediata da greve dos bancários é um importante passo para a retomada das negociações entre as partes”, informou o sindicato patronal em comunicado.

Com a promessa da volta ao trabalho, foi suspensa a liminar que obrigava os bancários a manter o mínimo de 70% dos funcionários trabalhando, sob pena de multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 5 mil das 18,3 mil unidades bancárias do país –incluindo agências, centros de atendimentos e centros administrativos– estão paradas.

Os trabalhadores reivindicam 5% de aumento real nos salário, além de repor a inflação de 7,15% entre setembro de 2007 e agosto deste ano, valorização dos pisos salariais, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Até o momento, os bancos aceitam reajustar os vencimentos em 7,5%. A proposta contém, também, participação nos resultados incidindo sobre os lucros do exercício de 2008 e uma parcela adicional incidente sobre o crescimento do lucro de 2007 para 2008.

Fonte: Folha Online