Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado nesta sexta-feira (10), aponta o crescimento e o aumento da influência de Brasília, Manaus, de várias capitais nordestinas, sobretudo Fortaleza, e de municípios da periferia da Amazônia, mas revela que a relação entre as cidades da rede urbana brasileira não sofreu profundas alterações nos últimos 40 anos.

São Paulo e Rio de Janeiro, nessa ordem, continuam sendo as metrópoles que exercem a maior influência sobre o país. O IBGE colheu dados de 4.625 dos 5.564 municípios brasileiros e comparou com pesquisas semelhantes, realizadas em 1966, 79 e 93.

O estudo “Regiões de Influência das Cidades” tem como objetivo mapear a rede urbana brasileira, levando em consideração a hierarquia dos centros urbanos e as relações políticas, econômicas, geográficas e sociais estabelecidas entre as cidades.

Para medir a importância e a influência de cada cidade em escala regional e/ou nacional o IBGE considerou a presença de órgãos públicos federais, a gestão empresarial, a oferta de equipamentos e serviços, a presença de instituições financeiras, as instituições do ensino superior, as instalações na área saúde, o acesso à Internet, a presença de redes de televisão aberta e de jornais, as conexões aéreas, a rede de transportes coletivos, os aeroportos, as opções de lazer, dentre outros fatores.

As cidades classificadas como ‘metrópoles’ foram São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia. “No comando da rede urbana brasileira se isolam três centros: São Paulo (qualificada como a Grande Metrópole Nacional), Rio de Janeiro e Brasília (classificadas como Metrópoles Nacionais). Destes três, São Paulo é o que tem mais destaque em todos os indicadores”, explica Claudio Stenner, coordenador geral da pesquisa do IBGE.

“Mesmo com o crescimento de São Paulo e a construção de Brasília, que emergiu fortemente em virtude da política administrativa federal, o Rio de Janeiro ainda tem grande importância na gestão pública federal. Dos 65 órgãos federais oficias, 14 estão no Rio. Já São Paulo não tem tanta representatividade nesse quesito, apesar da influência econômica”, afirma o pesquisador, comparando os dados da atual pesquisa com a realizada em 1966.

Capitais regionais
Logo abaixo das metrópoles na classificação do IBGE estão 70 capitais regionais, subdivididas em três grupos: Capital Regional A, composto por 11 cidades com, em média, 955 mil habitantes; Capital Regional B, 20 cidades com, em média, 435 mil habitantes; e Capital Regional C, 39 cidades com, em média, 250 mil habitantes.

De acordo com Stenner, as regiões sudeste e sul possuem mais centos intermediários, como Londrina, Maringá (Paraná), Ribeirão Preto, São José do Rio Preto (São Paulo) e Juiz de Fora (Minas Gerais), o que contribui para a descentralização. “Não existem tantas cidades desse porte no Nordeste, região em que os serviços se concentram nas capitais”, esclarece.

“Houve um fortalecimento das capitais estaduais no Nordeste, como São Luís, Teresina, Natal, João Pessoa, Aracajú e Maceió. Recife e Salvador já eram centros consolidados há muito tempo. Já Fortaleza cresceu muito (de 1966 a 2007) e alcançou o mesmo patamar”, completa Stenner.

Abaixo das capitais regionais estão os centros sub-regionais, divididos em centros sub-regionais A (85 cidades com, em média, 95 mil habitantes) e centros sub-regionais B (79 cidades com, em média, 71 mil habitantes). O IBGE ainda qualificou 556 municípios como Centro de Zona (o grupo A com, em média, 45 mil habitantes e o B com, em média, 23 mil habitantes) e 4.473 cidades como Centro Local, municípios em geral com menos de 10 mil habitantes, cuja centralidade e atuação não ultrapassam os limites dos municípios.

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Postado por Erismar Carvalho, às 18h54.