lula_positivo.jpg 

Número já garantido considera 55 vitórias em 1.º turno e 11 duelos entre governistas no 2.º; resultado pode ser maior

Os partidos da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistaram ontem, já no primeiro turno, mais da metade das administrações mais ricas do Brasil. Ao todo, os aliados do governo federal assumirão a partir de 2009 a chefia de 55 das 100 cidades com maior arrecadação do País.

Para se ter uma idéia da dimensão do que representa o volume de recursos arrecadados pelos 100 municípios mais prósperos, o total de receita alcança algo em torno de R$ 100,3 bilhões anuais. Com tamanha receita, prefeitos dessas cidades têm condições de realizar gestões muito mais eficientes.

Esse número ainda vai aumentar para, pelo menos, 66, uma vez que os candidatos dos partidos da base de sustentação de Lula no Congresso disputarão o segundo turno entre si em mais 11 cidades.

O PT foi o partido que mais colaborou para esse resultado do governo. Ao todo, elegeu prefeitos no primeiro turno em cerca de 20% das 100 cidades mais ricas, vencendo imediatamente em 21 delas. Entre esses triunfos, estão as eleições na prefeitura de Fortaleza, com Luizianne Lins, e Recife, com João da Costa. A capital cearense é a dona da sétima maior arrecadação nacional, enquanto Recife tem a nona mais rica.

Mas os candidatos petistas também se saíram bem em outras cidades importantes como Vitória, Betim, Cubatão e Porto Velho, entre outras.

Do lado da oposição, o resultado foi bem menos expressivo. Os adversários do governo federal venceram as eleições no primeiro turno em 16 municípios.

Apesar disso, a corrida pelos melhores orçamentos municipais ainda guarda prêmios valiosos. Entre as dez cidades mais ricas, seis terão decisão apenas no segundo turno. É o caso de São Paulo, que possui uma arrecadação anual de R$ 25,2 bilhões, superior a todas as outras. É também mais do que o dobro em relação ao segundo município mais próspero, o Rio de Janeiro, que recebe anualmente volume de recursos equivalente a R$ 9,6 bilhões.

Nessas duas metrópoles, a eleição se decidirá no segundo turno entre grupos politicamente opostos. Em São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) enfrentará a petista Marta Suplicy. A oposição conta com essa vitória, justamente na maior e mais rica cidade brasileira, para tentar amenizar um pouco o impacto da hegemonia dos partidos governistas.

No Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV) não pertence claramente ao bloco de oposição, mas tem sido um crítico costumeiro ao governo do presidente Lula. No caso da disputa carioca, esse não alinhamento deverá se tornar ainda mais agudo, já que ele enfrentará o peemedebista Eduardo Paes no segundo turno.

Matéria completa: Jornal O Estado de São Paulo

Postado por Erismar Carvalho, às 13h46.

Anúncios