O Comando Nacional dos Bancários rejeitou nesta quarta-feira uma proposta de 7,5% de reajuste salarial feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). De acordo com os sindicalistas, a categoria pede 7,15% de reposição da inflação mais 5% de aumento real. Os representantes dos bancários querem que os sindicatos realizem assembléia até a próxima segunda-feira para no dia 30 fazer uma greve de 24 horas.

Outro ponto de controvérsia entre as partes trata do pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Os sindicalistas querem três salários mais valor fixo de R$ 3.500, mas os bancos aceitam, por enquanto, pagar 80% do salário, acrescido de valor fixo de R$ 943,85, e valor adicional de acordo com a variação do crescimento do lucro líquido de cada instituição.

“Não abrimos mão de aumento real de salários e não aceitaremos PLR inferior a do ano passado. Mantendo o mesmo formato de PLR, grande parte dos bancários não receberá o valor adicional já que os bancos mantiveram lucros elevados no mesmo patamar do ano passado”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

Para o presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e coordenador do comando nacional, Vagner Freitas, a proposta dos bancos é inaceitável visto os “resultados extraordinários” anunciados pelas instituições financeiras no país.

“Os bancos estão apostando no confronto. Está claro que para fazer os banqueiros avançarem nas negociações só com greve. E é isso que temos de preparar”, afirma Freitas.

Aumento real

Em nota, a Fenaban afirma que a proposta de 7,5% de reajuste de salários e benefícios é superior à inflação, “visando preservar a política de valorização dos salários adotada nos últimos anos e de participação nos lucros e resultados”.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Postado por Erismar Carvalho, às 15h09.

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